segunda-feira, 18 de julho de 2011

* ♥LIMITES♥

Não existe dificuldade que o amor não supere;
nem doença que o amor não cure;
nem porta fechada que o amor não a abra;
nem águas que o amor não construa uma ponte;
nem parede que o amor não derrube;
nem pecado que o amor não perdoe.
Você toca meu coração como nenhum outro poderia
Você pode sentir a magia que o nosso amor proporciona

Vanessa Penteado

* DO CONSUMISMO

Acima da fome
mundo vasto mundo.

...Abaixo da fome
um poço sem fundo.

A fome não passa,
a fome só grassa.

Fred Caminha

* RUAS QUE ME ENCANTAM

Rua da Soledade
Rua do limão
Rua do Esconde Negro
Rua da Viração.
... Frei Caneca lembra confederação
13 de maio, abolição
na Antonio Becco, deveria ser Zumbi
pois é lá que repousa a Força dos Palmares.
Da rua Aurora à praça da Luz
é um passo nos descompassos da vida
dos Paranhos são praças e
avenida dos coronéis das antigas.
Rua do Galo, igual nome não há
Engole homem também.
Mas nome de praça de poeta também tem
Luiz Berto tá lá pra todo mundo vê
é só subir a Viração e ao lado também tem
rua do Limão e mais adiante do Araticum
por que não?
Praça Santo Amaro mais antiga não há
Maurity pode visitar e é lá que o poder está!
Outras ruas mudaram de nome
mas foi na ruas dos Tocos que
floresceu o canto do modernismo brasileiro
Ascenso há de confirmar
parabéns, Palmares
nomes de ruas no Brasil, tão bonitas não há!

José Valter Ferreira

* "Escrever por essência"

"Escrever por essência...
Escrever por opção...
Escrever por natureza seguindo o ciclo da criação.
...Onde o ser é a base de sua própria construção.
Escrever por essência...
Escrever por opção...
Escrever por motivos guiados pelo coração.
Onde atingimos o êxtase em qualquer estágio de correlação.

Escrever por essência...
Escrever por opção...
Escrever por destino a procura da vocação.
Onde encontrarmo-nos tende a ser a nossa única salvação.

Escrever por essência...
Escrever por opção...
Escrever num mundo de enganação.
Onde nada faz sentido a não ser a emoção.

Escrever por essência...
Escrever por opção...
Escrever talvez por obrigação.
Onde escrever é nossa última aparição.

Quando a ida é a volta, quando o destino é dúbio, quando nada mais faz sentido a não ser a catarse de ver as letras correndo o papel.
Um momento mágico, onde só o escritor conhece a essência por definição".

© Marcia de Cassia Ribeiro Malucelli

domingo, 17 de julho de 2011

* O PAPEL


Olhei-o de uma só vez,
Lá estava ele, branquinho...
Atirei-lhe os sentimentos,
...Tornei-o vivo.
Já não era vazio.
Enchia-me os olhos -
Lá estava o pensamento.
Seu papel, seu destino,
Fôra para sempre destinado
Com um poema carimbado.


(Cecília Villanova)

* Adriana Janaina Poetisa


No grupo da nossa COLMÉIA do Facebook uma poetisa talentosa e sensível nos brinda com seus versos e mensagens. Eis algumas:

"A alma que carrega poesia

é feito a flor que nasce no mundo,
não importa onde esteja,
é sempre perfumada..."


(Flor/ Adriana Janaína Poeta)


"Temos que semear e lutar pela paz, todos a nossa maneira, com arte, palavras, ações e pensamentos. Elevar o espírito, dar um significado maior para a existência, e iniciamos isso no nosso dia a dia. Paz para o mundo."



(Adriana Janaína Poeta)

"El poeta es el inconsciente de la palabra,

un corazón tallado en verso,
el viajero solitario..."


(El viajero solitario/ Adriana Janaína Poeta)







"Talvez a vida seja um sonho,

uma nuvem,
o luar,
o vento que passa,
um perfume,
...o mar,
um desafio e uma prova,
algo que nos forja,
nos testa como a um metal precioso..."


(Alva/ Adriana Janaína Poeta)
 
No profile dela escreveu algumas dicas:
 
"Poeta, escritora, fotografa. Nasci no Rio de Janeiro. Escrevo desde os nove anos de idade, publiquei em 1996 o livro Iniciacão ao Tao pelo I Ching. Escrevo poesias, ficcão, romance, histórias infantis, contos e crônicas sobre o cotidiano. Divulgo meus trabalhos através de diversos blogs, publico artigos, poesias e fotos em revistas na Itália (Montparnasse Cafe), Argentina (Psykhè) e Holanda (Circumplaudo), entre outros.


Poet, writer, artist, photographer. I was born in Rio de Janeiro. Writing since the age of nine, in 1996 published the book "Introduction to the Tao I Ching". I write poetry, fiction, romance, children's stories, short stories and essays on everyday life. Disseminating my work through various blogs, publish articles, poems and pictures in magazines in Italy (Montparnasse Cafe), Argentina (Psykhè) and Holland (Circumplaudo), among others.

Ler mais: http://www.myspace.com/adrianajanainapoeta/blog "

* EU NÃO TENHO COR


Eu não tenho cor;
Eu tenho identidade.
Eu busco a liberdade,
...Desde os meus antepassados.
Constantemente açoitados,
Sofrendo sem merecer.
A cada amanhecer
Vivendo no fio da esperança.
E hoje, que seria a bonança,
Eis que o preconceito domina.
Até parece uma sina,
Viver sob o julgamento;
Tratado como escremento
De uma sociedade.
O mapa da crueldade,
Assolando noite e dia,
No tom da hipocresia,
Vagando pela história.
Alastra-se na memória,
O rótulo maldoso.
Caminho venenoso
Que parece nunca findar
Mas vale a pena lembrar
Do rei Zumbi dos Palmares,
Que fez ecoar pelos ares
O gosto da libertação.
O anseio por revolução,
A luta tão verdadeira.
Salve a capoeira,
O jongo e sua dança;
Salve toda a festança
Dos ritos do maracatu.
Salve o gonguê, o Ilu,
Cortejos pedindo espaço
Beleza da Dama do Paço
Respeito ao candomblé
Os rituais do afoxé
Derrubando o preconceito.
Só revendo conceito
Vale a pena ser feliz.
Salve São Luís,
Tambor de crioula em evidência.
Salve toda a essência
Dos tambores do Rio de Janeiro.
Tambores em solo mineiro,
Muzenza ensurdecedor,
Nas ruas de Salvador,
Tom religioso e profano.
Batuque pernambucano
No som do Leão Coroado
Alfaias no Baque-Virado
Batida afinada e guerreira.
Olinda subindo a ladeira
Também com sua rotina
Salve o tambor de Mina
Quilombos de todo o Brasil
De um povo que construiu
A luta contra a peçonha
Salve o negro que não se envergonha
De sua tão bela estrutura
E que nessa vida tão dura
Vive com dignidade
Derruba a ansiedade
Dizendo com todo o vigor
“Eu não tenho cor.
Eu tenho IDENTIDADE!”


(André Agostinho)