quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

* Zygmunt Bauman: vivemos o fim do futuro

"Para mudar o mundo, os jovens precisam trocar
o mundo virtual pelo real"
 - Zygmunt Bauman

Esta semana (16), o Fronteiras do Pensamento divulgou uma fala de Edgar Morin em que o filósofo francês argumenta que estamos vivendo o fim do futuro. Para Morin, a sociedade percebeu a ambivalência da ciência, da razão, da técnica e da economia e perdeu a crença nestes enquanto guias da humanidade: "A crise do futuro, a crise do progresso. A perda do futuro é muito grave porque, quando se perde a esperança no futuro surge uma sensação de angústia e de neurose", afirma Morin. 
Universitat Oberta de CatalunyaA revista Época publicou, também esta semana (19), uma entrevista exclusiva com o filósofo polonês Zygmunt Bauman. Na conversa com o editor de cultura da Época, Luís Antônio Giron, Bauman, considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização, fala sobre como a vida, a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20 anos.
As instituições políticas perderam representatividade porque sofrem com um “deficit perpétuo de poder”. Na cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda, entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as manifestações, mas não apoiar nenhuma. Leia a entrevista abaixo ou confira no site da Época. Ao final do texto, acrescentamos a entrevista exclusiva que Bauman concedeu a Fernando Schüler e Mário Mazzilli, na Inglaterra, para o Fronteiras do Pensamento.

Entrevista Zygmunt Bauman: "Vivemos o fim do futuro"
por Luís Antônio Giron para Época (19/02/2014)

Época: De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?
Zygmunt Bauman: 
Ainda que a proclamação do “fim da história” de Francis Fukuyama não faça sentido (a história terminará com a espécie humana, e não num momento anterior), podemos falar legitimamente do “fim do futuro”. Vivemos o fim do futuro. Durante toda a era moderna, nossos ancestrais agiram e viveram voltados para a direção do futuro. Eles avaliaram a virtude de suas realizações pela crescente (genuína ou suposta) proximidade de uma linha final, o modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Fomos repelidos pelos atalhos do dia de hoje. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.

Época: Segundo o senhor, a decadência da política acontece desde o século passado. A situação piorou agora?
Zygmunt Bauman: 
A decadência da política é causada e reforçada pela crise da agenda política. As instituições amarram o poder de resolver os problemas à política. Ela seria capaz de decidir que coisas precisariam ser feitas. Nossos antepassados conceberam uma ordem que dependia dos serviços do Estado-nação. Mas essa ordem não é mais adequada aos desafios postulados pela contínua globalização de nossa interdependência. Com a separação do poder e da política, a gente se encontra na dupla situação de poderes livres do controle político e da política que sofre o deficit perpétuo do poder. Daí a crise de confiança nas instituições políticas, uma vez que a política investiu nos parlamentos e nos partidos para construir a democracia como atualmente a compreendemos. Mais e mais pessoas duvidam que os políticos sejam capazes de cumprir suas promessas. Assim, elas procuram desesperadamente veículos alternativos de decisão coletiva e ação, apesar de, até agora, isso não ter representado uma alteração efetiva.
Época: As redes sociais aumentaram sua força na internet como ferramentas eficazes de mobilização. Como o senhor analisa o surgimento de uma sociedade em rede?
Zygmunt Bauman: Redes, você sabe, são interligadas, mas também descosturadas e remendadas por meio de conexões e desconexões... As redes sociais eram atividades de difícil implementação entre as comunidades do passado. De algum modo, elas continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo interligado, porém, as interações sociais ganharam a aparência de brinquedo de crianças rápidas. Não parece haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa experiência de vida. Hoje, assistimos à tendência de adaptar nossas interações na vida real (off-line), como se imitássemos o padrão de conforto que experimentamos quando estamos no mundo on-line da internet.

Época: Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?
Zygmunt Bauman: Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam perseguir e consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação e da determinação deles. Para que se deem uma oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.
Época: Como o senhor vê a nova onda de protestos na Europa, no Oriente Médio, nos Estados Unidos e na América Latina, que aumentou nos últimos anos?
Zygmunt Bauman: Se Marx e Engels escrevessem o Manifesto Comunista hoje, teriam de substituir a célebre frase inicial – “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo” – pela seguinte: “Um espectro ronda o planeta – o espectro da indignação”. Esse novo espectro comprova a novidade de nossa situação em relação ao ano de 1848, quando Marx e Engels publicaram o Manifesto. Faltam-nos precedentes históricos para aprender com os protestos de massa e seguir adiante. Ainda estamos tateando no escuro.

Universitat Oberta de CatalunyaÉpoca: O senhor afirma que as elites adotaram uma atitude de máximo de tolerância com o mínimo de seletividade. Qual a razão dessa atitude?
Zygmunt Bauman: Em relação ao domínio das escolhas culturais, a resposta é que não há mais autoconfiança quanto ao valor intrínseco das ofertas culturais disponíveis. Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às ambições passadas, de empreender uma missão iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas da cultura. Hoje, as elites medem sua superioridade cultural pela capacidade de devorar tudo.

Época: Essa diluição dos valores explica por que artistas como Damian Hirst e Jeff Koons buscam mais fama do que reconhecimento artístico?
Zygmunt Bauman: Prefiro não generalizar sobre esse tema. Os artistas, suas performances e produtos são hoje em dia muitos e diferentes, e os veredictos apressados são equivocados. Pessoalmente, detesto e me aborreço com os Damiens Hirsts, Jeff Koons e similares. Mas eles são ostensivamente sustentados pelas correntes e modas guiadas pelo mercado. Os mercados usurparam o mecenato das artes das igrejas e dos Estados. Por isso, o meio é realmente a mensagem da arte contemporânea.
Época: Como diz o crítico George Steiner, os produtos culturais hoje visam ao máximo impacto e à obsolescência instantânea. Há uma saída para salvar a arte como uma experiência humana importante?
Zygmunt Bauman: Bem, esses produtos se comportam como o resto do mercado. Voltam-se para as vendas de produtos na sociedade dos consumidores. Uma vez que a busca pelo lucro continua a ser o motor mais importante da economia, há pouca oportunidade para que os objetos de arte cessem de obedecer à sentença de Steiner...

Época: O senhor diz que a cultura se tornou dependente da moda. Por que isso ocorre?
Zygmunt Bauman: Modas vêm e vão e são tão velhas quanto a cultura, tão antigas quanto o homo sapiens... O que a fez tão espetacularmente presente em nossa vida diária é o impacto combinado da comunicação digital em tempo real e da produção em massa com a associação entre butiques de alta-costura e grandes redes de lojas. As manifestações culturais e artísticas são arrastadas pelo motor da moda.
Época: A moda pode dar sentido à vida das pessoas?
Zygmunt Bauman: A moda tem seus usos e uma demanda enorme e crescente. Ela fornece um modelo para a constante troca de identidades de nosso mundo. Funciona também como antídoto contra o horror de falhar num mundo em alta velocidade e contra o resultante abandono e degradação social. Não há nada de inútil na moda. Pelo contrário, é uma necessidade num mundo de flutuação e desorientação.
Época: Seus livros parecem pessimistas, talvez porque abram demais os olhos dos leitores. O senhor é pessimista? Ou busca a alegria de alguma forma, apesar de todos os problemas?
Zygmunt Bauman: A meu ver, os otimistas acreditam que este mundo é o melhor possível, ao passo que os pessimistas suspeitam que os otimistas podem estar certos... Mas acredito que essa classificação binária de atitudes não é exaustiva. Existe uma terceira categoria: pessoas com esperança. Eu me coloco nessa terceira categoria. De outra forma, não veria sentido em falar e escrever...

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Diálogos com Zygmunt Bauman: democracia, laços sociais, comunidade, rede, pós-modernidade e outros tópicos são analisados por Bauman em entrevista exclusiva concedida a Fernando Schüler e Mário Mazzilli

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

* A Casa Branca “se dedica a aumentar o terrorismo” ao redor do mundo através de seus “ataques terroristas” com drones no exterior

A Casa Branca “se dedica a aumentar o terrorismo” ao redor do mundoatravés de seus “ataques terroristas” com drones no exterior, de acordo com o proeminente acadêmico americano Noam Chomsky.

Falando à emissora de TV estadunidense sobre liberdade de expressão na política externa da Casa Branca, o filósofo, linguista e ativista Noam Chomsky disse que “a Administração Obama se dedica a aumentar o terrorismo em todo o mundo.” “Obama está realizando, talvez a maior operação terrorista da história: os assassinatos realizados por drones são apenas uma parte dela [...] Todas essas operações são de terror [...] porque aterrorizar essas regiões“.
“Eles estão gerando as operações mais terroristas“, disse Chomsky. “As pessoas reagem” quando se perde umente querido em um ataque aéreo dos EUA, disse ele. “Eles não dizem: ‘Bem, eu não me importo se o meu primofoi morto.” Eles se tornam o que chamamos de terroristas. Este é entendido no mais alto nível. “.
Ele lembrou o recente depoimento ao Congresso de um homem chamado Fárea Iemenita al-Muslimi, que informou que um único ataque de ‘drones’ conseguiu “radicalizar” todo o seu povo contra os Estados Unidos.
“As pessoas odeiam os países que as  aterrorizam”, disse Chomsky. “Isso não é uma surpresa. É a maneira comoas pessoas reagem a atos de terror.“
English: A portrait of Noam Chomsky that I too...
ENGLISH: A PORTRAIT OF NOAM CHOMSKY THAT I TOOK IN VANCOUVER CANADA. FRANÇAIS : NOAM CHOMSKY À VANCOUVER AU CANADA EN 2004. (PHOTO CREDIT: WIKIPEDIA)

O texto completo em:

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

* Governo Pernambuco não está apoiando Bienal Internacional do Livro do Estado!

PATROCÍNIO

Bienal do Livro ainda espera apoio do governo estadual

Feira tem atrações garantidas, mas não tem nenhum incentivo da Empetur ou da Secretaria de Educação


Robalinho lamenta a falta de definição do apoio a 45 dias do evento / Bernardo Soares/JC Imagem

Robalinho lamenta a falta de definição do apoio a 45 dias do evento

Bernardo Soares/JC Imagem

A 45 dias do início da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, organizada pela produtora pernambucana Cia de Eventos entre 4 e 13 de outubro, a feira enfrenta indefinição orçamentária, mesmo com parte das atrações definidas. A Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), uma das patrocinadoras em edições anteriores, ainda não decidiu se vai apoiar a 9ª edição do evento. A informação surge depois da notícia de que Empetur havia destinado R$ 3,5 milhões para a Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), devolvidos ao órgão estadual depois de matéria da Folha de S. Paulo que aponta o montante liberado sem edital e o parentesco entre Antonio Campos e o governador do Estado, Eduardo Campos.
“Estamos vendo que a Empetur não está compreendendo o movimento que a Bienal de Pernambuco representa. Antes, dentro desta mesma gestão do governo estadual, ela foi merecedora de crédito e incluída até no calendário oficial do Estado por seus próprios méritos”, aponta o produtor da feira, Rogério Robalinho. Segundo ele, até agora a Empetur não só não deu suporte ao evento – pediu para a Bienal se submeter aos editais existentes, no qual não foi contemplada em nenhum –, como também cobrou o preço de tabela para o aluguel do Centro de Convenções, com prazo que vence no final de agosto. “Faremos todos os esforços para pagar”, afirma o gestor.
A parceria para distribuição de bônus de compra de livros com a Secretaria de Educação também aguarda a deliberação do órgão estadual. “Tratam a Bienal de Pernambuco como se ela não tivesse conquistado nada. Como entender esse grau de indefinição tão próximo à realização do evento?”, questiona. Robalinho lembra que a feira do livro pernambucana é reconhecida como uma das três maiores do País e movimentou, segundo ele, cerca de R$ 40 milhões em 2011, com um orçamento de R$ 2,5 milhões. Apesar da falta de apoio público, o produtor afirma que negocia parceria com sindicatos de professores para garantir descontos aos profissionais, além da captação via empresas privadas.
Entre os acertos da feira para a 9ª edição, uma das novidades é a mudança do local dos debates literários. Depois dos problemas com o barulho da feira em anos anteriores, o Círculo de Ideias acontecerá no Auditório Beberibe. Autores como José Roberto Torero, José Castello, Paula Pimenta, Índigo, pseudônimo de Ana Cristina Ayer, e Raphael Dracon já estão confirmados, além de dois nomes internacionais: o escritor indiano radicado na Inglaterra Hari Kunzru, que lança no Brasil Gods without men (Deuses sem homens, em tradução livre), e sua esposa, a romancista americana Katie Kitamura.
“Vamos realizar também a primeira mesa de glosa da Bienal”, adianta o curador do evento, Wellington de Melo. Estão confirmados também debates em parceria com o Fórum Pernambucano em Defesa das Bibliotecas, do Livro e da Leitura e com a Rede de Bibliotecas Comunitárias e eventos de formação de leitores, como a Bienalzinha.

* A Menina que roubava livros chegou às telas do Brasil!


Adaptação de "A menina que roubava livros" ganha trailer; vejaEstrelado por Geoffrey Rush e Emily Watson, adaptação do bestseller chega ao Brasil em janeiro de 2014


A história de Liesel, uma adolescente que se apega à literatura para sobreviver aos horrores da Alemana nazista, chega às telonas depois do sucesso de vendas do romance A menina que roubava livros, lançado em 2006 e consagrado como bestseller em vários países.

Com estreia prevista para novembro nos EUA e janeiro de 2014 no Brasil, o longa dirigido por Brian Percival, da série inglesa Downton Abbey, teve primeiro trailer divulgado nesta quarta-feira, 21.

A britânica Emily Watson, duas vezes indicada ao Oscar de Melhor Atriz, interpreta Rosa Hubermann, uma trabalhadora árdua que dirige um abrigo para crianças em meio ao caos gerado pelo avanço do Regime Nazista. Hans Hubermann, ex-soldado alemão e opositor do governo, é o papel de Geoffrey Rush. A jovem atriz canadense Sophie Nélisse vive a protagonista.

O romance do australiano Markus Zusak foi adaptado para o cinema por Michael Petroni, responsável pelos roteiros de As crônicas de Nárnia: A viagem do peregrino da alvorada (2010) e Sombras de um desejo (2008).

Veja trailer 
 


* História da palavra CARALHO

O que significa a palavra “CARALHO”?
Segundo a Academia Portuguesa de Letras, "CARALHO" é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias prescrutavam o horizonte em busca de sinais de terra.
O CARALHO, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) era onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco.
Também era considerado um lugar de "castigo" para aqueles marinheiros que cometiam alguma infração a bordo.
O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no CARALHO e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias. Daí surgiu a expressão:
“MANDAR P’RÓ CARALHO"
Hoje em dia,CARALHO é a palavra que define toda a gama de sentimentos humanos e todos os estados de ânimo.
Ao apreciarmos algo de nosso agrado, costumamos dizer:
“ISTO É BOM PRA CARALHO”
Se alguém fala conosco e não entendemos, perguntamos:
Mas que CARALHO é que estás a dizer?
Se nos aborrecemos com alguém ou algo, mandamo-lo p’ró CARALHO.
Se algo não nos interessa dizemos: NÃO QUERO SABER NEM PELO CARALHO.
Se, pelo contrário, algo chama a nossa atenção, então dizemos:
ISSO INTERESSA-ME PRA CARALHO.
Também são comuns as expressões: Essa mulher é boa PRA CARALHO (definindo a beleza);
Essa gaja é feia COMO O CARALHO(definindo a feiura);
Esse filme é velho PRA CARALHO (definindo a idade);
Essa mulher mora longe PRA CARALHO (definindo a distancia);
Enfim, não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar sem juntar um “CARALHO”.
Se a forma de proceder de uma pessoa nos causa admiração dizemos:
"ESTE TIPO É DO CARALHO"
Se um comerciante está deprimido pela situação do seu negócio, exclama: “ESTAMOS A IR PRÓ CARALHO”.
Se encontramos um amigo que há muito não víamos, dizemos:
PORRA, POR ONDE CARALHO É QUE TENS ANDADO?
É por isso que lhe envio este cumprimento do CARALHO e espero que o seu conteúdo lhe agrade pra CARALHO, desejando que as suas metas e objetivos se cumpram, e que a sua vida, agora e sempre, seja boa pra CARALHO
A partir deste momento poderemos dizer "CARALHO", ou mandar alguém p’ró "CARALHO" com um pouco mais de cultura e autoridade acadêmica ...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

* LIVRO REÚNE RESULTADOS DO I CONGRESSO Internacional de Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável

LIVRO REÚNE RESULTADOS DO I CONGRESSO

Entre os temas trabalhados, estão a teoria dos Direitos Humanos na perspectiva ambiental, a evolução dos movimentos sociais, e a história e o surgimento da economia verde.

O Congresso Internacional de Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Escola Superior Dom Helder Câmara entre 12 e 14 de setembro de 2012, consagrou-se como um dos maiores eventos da área realizados no país.
Nomes como Carla Amado Gomes, pesquisadora e professora da Universidade de Lisboa (Portugal); Jeffry Wade, professor Universidade da Flórida (Estados Unidos); Jesus Jordano Fraga, da Universidade de Sevilha (Espanha); e Gerd Winter, da Universidade de Bremen (Alemanha); trouxeram grandes contribuições para os debates, cujos resultados podem ser encontrados na publicação ‘Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável’.
Organizada pelos professores Élcio Nacur Rezende e Valdênia Geralda de Carvalho, a obra compila o conhecimento produzido durante o evento, que contou também com a participação de pesquisadores nacionais de destaque, como Cristiane Derani, livre docente pela USP; e Jose Rubens Morato Leite, da Universidade Federal de Santa Catarina; assim como dos alunos e professores do programa de Pós-Gradução em Direito Ambiental da Dom Helder Câmara. A maioria dos textos apresentados no livro, inclusive, é de autoria de pesquisadores do curso de mestrado da Escola.
“Eles discutem os mais importantes princípios e regras do Direito Ambiental, a fim de revelar o contexto jurídico e econômico em que se situa, hoje, o instituto do Desenvolvimento Sustentável”, explica o professor Élcio Nacur. Entre os diversos tópicos trabalhados, estão a teoria dos Direitos Humanos na perspectiva ambiental, a evolução dos movimentos sociais, e a história e o surgimento da economia verde.
“Nossos jovens oferecem seu conhecimento de pesquisadores da matéria, depurado e exposto com os temperos da experiência colhida na vivência acadêmica. É uma obra útil aos estudantes e profissionais do Direito”, completa Élcio.
Os interessados podem adquirir o livro, que marca também o décimo aniversário da Dom Helder Câmara, em estande localizado na recepção da Escola. O valor é R$ 40,00.
II Congresso
O professor Élcio Nacur Rezende e o reitor da Escola, professor Paulo Stumpf, aproveitam a oportunidade para convidar toda a comunidade acadêmica para o II Congresso de Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, que será realizado nos dias 12 e 13 de setembro. Desta vez, o tema geral será ‘Água: bem ambiental mais precioso do planeta Terra’.
“O Direito existe para regular as ações humanas em sociedade, portanto este II Congresso, dentre outros objetivos, destaca as experiências nacionais e internacionais de proteção aos recursos hídricos”, explica a comissão organizadora do evento, formada pelos professores Beatriz Souza Costa, Élcio Nacur Rezende, Émilien Vilas Boas Reis, Franclim Brito e Valdênia Geralda de Carvalho.
Entre as autoridades já confirmadas, estão o jurista espanhol Carlos Francisco Molina Del Pozo, professor catedrático da Universidade de Alcalá de Henares (Espanha); Celso Antônio Pacheco Fiorillo, mestre e doutor em Direito das Relações Socias pela PUC/SP e primeiro professor livre-docente em Direito Ambiental do Brasil; Vladimir Passos de Freitas, mestre e doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná; e o navegador Amyr Klink, que ministra a palestra de abertura do evento.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* best-seller mundial, perpetua o problema da violência contra as mulheres: abuso emocional e sexual domina o romance

A obra Cinquenta Tons de Cinza, que se transformou em um best-seller mundial, perpetua o problema da violência contra as mulheres, afirmou um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista Journal of Women's Health.

A professora Ana Bonomi, da Universidade estadual de Ohio, e suas colaboradoras na pesquisa chegaram à conclusão que o abuso emocional e sexual domina o romance no qual a principal personagem feminina, "Anastasia", sofre danos como resultado.
"Embora a violência cometida pelos parceiros afete 25% das mulheres com prejuízo para sua saúde, as condições sociais atuais - com a normalização do abuso na cultura popular através de romances, filmes e músicas - criam o contexto que sustenta tal violência", disse o estudo.
O romance de E.L. James descreve a relação do multimilionário Christian Grey, de 28 anos de idade, e a estudante universitária Anastasia Steele, de 22, como "romântica" e "erótica".
Ana e suas colaboradoras neste estudo, Lauren E. Altenburger e Nicole L. Walton, leram o livro e fizeram resumos dos capítulos para identificar os temas principais.
Para o estudo, usaram como definição de violência cometida por um parceiro íntimo a dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, que inclui o abuso emocional através da intimidação e ameaças, o isolamento, a vigilância e a humilhação.
Na área da violência sexual a definição governamental inclui os atos e contatos forçados contra a vontade da pessoa, incluídos o uso de álcool e drogas e a intimidação.
"Este livro perpetua os padrões de abuso perigosos e, no entanto, se apresenta como uma história romântica e erótica para as mulheres", afirmou Ana. "O conteúdo erótico poderia ter sido conseguido sem o tema do abuso".
No romance, Anastasia sofre as reações comuns entre as mulheres que sofrem abusos, acrescentou o estudo.
A protagonista sente uma ameaça constante e uma perda de sua própria identidade, modifica seu comportamento para manter a paz na relação quando, por exemplo, esconde seu paradeiro para evitar a ira de Christian.
Além disso, torna-se impotente e está presa na relação à medida que sua conduta se transforma em uma resposta mecânica aos padrões de abuso de Christian.
"Cinquenta Tons de Cinza", publicado em 2011, vendeu mais de 70 milhões de exemplares. Além disso, um filme está sendo produzido com base na obra. 

Aaron Taylor-Johnson desmente boatos sobre sua participação em 50 Tons de Cinza


Após o anuncio de Sam Taylor-Johnson para a direção de 50 Tons de Cinza especulou-se a respeito de seu marido, Aaron Taylor-Johnson, assumir o papel do protagonista, o misterioso Christian Grey. Mas o ator desmentiu os boatos em declaração ao jornal Metro.
“Eu não sou Christian Grey. Quero dizer, ele deveria ser o homem mais maravilhoso do planeta! E eu não sou velho o bastante”, disse o artista.
Recentemente, E.L. James, autora do best-seller em que é baseado o filme, expressou a sua confiança na diretora e se mostrou entusiasmada: “Ela é criativa e incrivelmente talentosa. Ela tem um olho extraordinário. Ela tem uma boa ideia de toda a experiência de 50 Tons e entende o livro.”
A roteirista Kelly Marcel, da série Terra Nova e do filme ainda não lançado Saving Mr. Banks, comTom Hanks no papel de Walt Disney, está encarregada da adaptação do livro para o cinema.
50 Tons de Cinza deve ser lançado em 24 de Agosto de 2014 nos cinemas dos EUA, mas ainda não tem definição sobre a data de estreia no Brasil.

Emma Watson nega papel em filme baseado no livro '50 Tons de Cinza'

Emma Watson definitivamente não fará o papel de Anastasia Steele, protagonista do longa baseado no livro 50 Tons de Cinza.
"Quem aqui acha de verdade que eu faria 50 Tons de Cinza como filme? Realmente. Na vida real", escreveu a atriz no Twitter domingo (17 de março).