terça-feira, 7 de agosto de 2012

ESCLARECIMENTOS SOBRE O TRABALHO DE UM VEREADOR:

Há quem vota e não sabe o que um Vereador deve fazer. E até cobra indevidamente.
Há quem se candidate e não sabe qual o dever de um Vereador e divulga que fará coisas que são deveres do Poder Executivo e não do Poder Legislativo!
Em campanhas eleitorais vemos muitos absurdos publicados e nos discursos de candidatos a Vereadores. Isso por culpa das desestruturas dos Partidos omissos às capacitações de quem se canidata. Candidaturas por motivos de amizades, de popularidades de lideranças comunitárias ou por simples molecagem (esse o lado pior da politicagem quando infiltram pessoas querendo apenas brincar de política ou bagunça social, "porque a política é uma palhaçada mesmo", como ouvi algumas pessoas canididatas falar llevando tudo para uma grande piada).
Há quem consegue eleição para o cargo mas age erroneamente, sem cumprir funções de legislador que é a real missão do Vereador e não de repassador de favores do Poder Executivo. Mas isso é culpa da falta de Educação Políitica.
Quem diz que um Vereador nada faz, às vezes se refere nesses termos sem saber que o papel dos vereadores classifica-se basicamente em legislar, fiscalizar, sugerir e representar (devemos cobrar quando eles não fazem isso e apenas são coniventes aos desmandos do Poder Executivo em troca de favores de empreguismos de amigos e familiares nos Departamentos, Secretarias, Fundações e Autarquias dos Governos).
Existe um círculo vicioso. Muitos eleitores votam na esperança de ter emprego e isso esperam o Vereador para o qual deu voto resolva. E quantas vezes ouvimos pessoas dizer, "o Vereador conseguiu emprego para mim"..
Vejamos como os Vereadores devem agir:

LEGISLAR

Os vereadores aprovam as leis que regulamentam a vida da cidade. Para isso elaboram projetos de lei e outras proposituras que são votados na câmara durante as sessões ordinárias ou extraordinárias. Aprovam ou rejeitam projetos de lei, elaboram decretos legislativos, resoluções, indicações, pareceres, requerimentos, elaboram o regimento interno da câmara e participam de comissões permanentes.

FISCALIZAR

O executivo (prefeito e secretários) comparece periodicamente à câmara, quando convidado, para prestar esclarecimentos aos parlamentares. Estes esclarecimentos podem ser solicitados por requerimentos. A fiscalização ocorre também, por meio da atuação nas comissões especiais e em prol do bom uso do dinheiro público, discussão e aprovação do orçamento anual e da Lei de Diretriz Orçamentária que planeja onde e como aplicar o orçamento do município e análise profunda do Plano Diretor.

SUGERIR

Nas questões em que os vereadores não possam apresentar um projeto de lei, por exemplo, eles têm a competência de alertar o executivo sobre determinada necessidade da população, estimulando as providências cabíveis.

REPRESENTAR

O vereador é, ao mesmo tempo, porta voz da população, do partido que representa e de movimentos organizados. Cabe ao parlamentar não só fazer política partidária, mas organizar e conscientizar a população. A realização de seminários, debates e audiências públicas são funções dos parlamentares que contribuem neste aspecto, pois funcionam como caixa de ressonância dos interesses gerais.

- Dia-a-dia do gabinete:

Todos os dias, centenas de pessoas se dirigem aos gabinetes em busca de auxílio, de orientações, de informações e de prestação de serviços públicos. Algumas vezes apresentam denúncias sobre o não-cumprimento de um serviço público, por exemplo. Nessa hora, o Vereador entra em contato com a autoridade relacionada a esse serviço, em busca de uma solução. A população também procura o Vereador porque tem interesse na criação de uma determinada lei, que pode ser encaminhada pelo Vereador para que seja apreciada pela Câmara.

O parlamentar, como parte de seu mandato, exerce suas funções também fora das salas do legislativo, seja visitando as comunidades ou participando de discussões sobre temas municipais em eventos fora da Câmara. Mas, em grande parte do tempo, estão nos gabinetes, nas comissões técnicas ou em plenário, onde são apreciados e votados a maioria dos projetos que podem se transformar em leis municipais. Do ponto de vista estrito da Constituição Federal, o vereador pode: 

• Aprovar, emendar ou rejeitar o projeto de orçamento do município, que é de iniciativa do Executivo. 
• Definir de que forma o solo urbano deve ser ocupado: altura dos prédios, uso residencial ou comercial etc. 
• Fiscalizar permanentemente atos do governo – acompanhar e denunciar irregularidades da administração municipal ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Exemplo: acompanhar o resultado das licitações, empenho e pagamento das firmas contratadas; acompanhar como o dinheiro é aplicado e verificar a qualidade dos serviços. 
• Criar normas gerais sobre concessão de serviços públicos. 
• Conceder títulos de homenagem aos cidadãos. E o vereador não pode: 
• Alterar a estrutura administrativa da Prefeitura. 
• Gerar despesa pública fora do orçamento. 
• Legislar sobre assuntos de competência do Estado ou da União.

domingo, 15 de julho de 2012

* O que defendo mudar na política local

O Marketing politiqueiro leva o eleitor a ver somente o nome do candidato cabeça de chapa. Ou seja, o marketing faz "a imagem" fabricada ou não de quem se candidata a Prefeito. Essa estratégia é base para os enrolamentos sobre as coligações e assim a maioria dos eleitores não percebem os conchavos, tramoias das negociatas (que são tão obscuras) de muitas coligações.
Desta forma se deixam de lado as realidades conjunturais das coligações. Há muita gente votando sem analisar quem se uniu na luta pelo poder.
E tudo se resume mais a luta pelo poder. As ideologias e os projetos que deveriam surgir de análises juntamente com lideranças populares dificilmente existem.
Outra estratégia é afastar a atenção dos eleitores das bases ideológicas e história dos candidatos e Partidos coligados. Falando somente sobre o candidato, esses pontos primordiais deixam de existir pela influência da propaganda ilusória e alienante que nubla o entendimento dos eleitores.
E quando querem pisar no nome de um candidato, inicialmente espalham acusações de "radicalismos" dele ou que sempre foi brigão e não tem como "negociar" com ele.
Ora, se alguém mantém posicionamentos sobre tudo que seguiu desde início da carreira política e é chamado de radical, eu creio ser um grande elogio. Isso mostra que ele nunca traiu princípios éticos e mantém posicionamentos de lutas sociais. Sempre quem se mantém fiel às lutas em prol das bases sociais e não negocia com as forças econômicas e de repressão social é chamado de "radical" (vocábulo que provém de "raiz", de fidelidade à raiz de lutas). Raros são os radicais.
E ao observar os desmantelos e saladas indigestas fabricadas pelos golpes politiqueiros usurpadores do poder, melhor é ovacionar "os radicais".
Um exemplo do que falo é como algumas pessoas ligadas a forças políticas ditas "poderosas" estão impingindo à Antonio DE Castro, sem ter o que dizer dele. E por pertencer a uma coligação resistente ao poder econômico e às forças de repressão social, o chamam de radical. Usam assim essa estratégia de manter os eleitores centralizados somente "no candidato".
Se Antonio de Castro é radical por seguir fielmente o que sempre defendeu e não traiu os princípios norteadores de ideologia defensora da igualdade, liberdade e fraternidade, então isso não é acusação sensata. Procurem outra falha nele porque o estão elogiando.
E porque se preocupar com ele se é candidato sem dinheiro para campanha? (que situação chagamos quando quem é pobre é fonte de gozação e pobres são influenciados para votar em campanhas milionárias).
Mas por trás do nome de um candidato tem uma conjuntura política e econômica de interesses de usurpação do poder pelo poder de ter mais ou em prol de ideologia libertadora popular.
Antonio de Castro é representante de uma coligação do PCB com o PSOL, Partidos mantenedores de posicionamentos em prol da justiça social e libertação dos oprimidos e não se uniu em suas Histórias com acordos traidores do povo! Então se a única acusação contra alguém é chamar de radical por se manter fiel a esses princípios repito que o elogiam.
Se o criticam porque ele sempre criticou muito quem trai princípios defendidos em palanques é outro ponto frágil. Estão fazendo o bom nome dele, não é destruição da imagem do homem polemizado por quem gostaria de ter apoio dos Pardidos que o apoiam.
Acho interesante como os próprios opositores fazem os nomes de quem dizem fazer oposição (será que são opositores?), como fizeram com o nome de João Bezerra, que foi mais divulgado por quem si dizia e se diz opositor a ele.
E assim Antonio de Castro ganhou marketeiros gratuitos: os opositores dele que o propagam nas conversas de bares, de esquinas e nas rodas de fofocas tendo ele como fonte de gozações "porque não tem grana para campanha" (algo que disseram também do Prof. João, mas atualmente diante dos acordos feitos não pode mais ser atacado sobre a questão financeira)...
Quando vemos uma coligação data "radical" como esta do PCB e PSOL que lançou Antonio de Castro para Prefeito, não devemos ver "o candidato", mas as popostas dos  Partidos porque ao ser "radical" já diz tudo, pois se conversará fiel ao que propor e tudo dito pelo candidato provém de estudos e consenços dos Membros dos Partidos. Tudo é resolvido pelo "grupo" que forma a Coligação.

Mas os eleitores são levados a não ver "o conjunto" da coligação como citei acima.

A politicagem vem há tempo qurendo levar o povo a desacreditar no conjunto das uniões partidarias, algo que facilitam aos maldosos que usam os partidos osmetne como legendas eleitorais e próprio usufruto. E ainda transformam campanhas eleitorais semelhantes a jogos de futebol onde o imprtante é ganhar, sem importar com quem se una e que jogadores "comprem para o time" (dando espaços para as venalidades dos leilões e acordos dos "toma lá dá cá", pois todo acordo nesta forma coloca em jogo espaços no poder, benefícios diversos, sem compromissos éticos e técnicos, pois o importante é ter cargos e poder sem levar em conta as capacitações; fundamentos para o caos que nossas comunidades se afundam cada vez mais).

Há quem deveria mudar discursos sobre "o importante é tirar o Prefeito". Eis outro grande erro. O maior mal não é o prefeito mas um conjunto de fatore a ser observados desde a campanha eleitoral (novamente aí esta ã intenção do marketing que esconde tudo dos eleitores).
Deveriam lutar por renovações de propostas e projetos compromissados e com bases em realidades e não em ficções de sonhos megalomaníacos impossíveis de realizar.

Palmares precisa de novos rumos políticos de campanhas eleitorais também. Que as lideranças deixem de lado ataques pessoais e mostrem porpostas convincentes. E não perder tempo sobre a ficha suja dessa ou aquela pessoa. Os seres humanos mudam e quem se diz "ficha limpa" pode se transformar em ficha suja ao chegar no poder! Somente se conhece quando está no poder. Fora do poder, principalmente durante a campanha todos são bons e cheios de boas propostas e boas intenções! Vimos isso ocorrer em nível nacional e até em nosso município!
Há outros candidatos que precisam ser ouvidos e precisam manter uma linha de propostas.
O Prefeito Beto enfrentou durante a administração enchentes, desarticulações de equipe, mas ele tem oportunidade de mostrar suas propostas até mesmo de renovação. César Romero já foi adminsitrador do Município da Água Preta e terá oportunidades de mostrar propostas para renovar Palmares. Zé Otavio vem fazendo ações nas comunidades há alguns meses com inteção de ser Prefeito (mesmo estando há dezenas de anos longe de Palmares disse que veio para governar o Município e tomou como base ações da ONG Sos Polis, na maior pre camapnha que Palmares já viu) e também tem direito de mostrar as propostas dele.
Somente espero que esses candidatos não se prendam a críticas e achincalhamentos aos outros e que mostrem projetos e propostas plausíveis em prol do desenvolvimento do nosso Município. Até mesmo Antonio de Castro precisa  mostrar os objetivos desenvolvimentistas para Palmares porque ideologia é bom ter, mas ficar falando somente nas bases filosóficas do PCB e PSOL não convence aos eleitores. No Século atual a maior revolução é a Educação do povo. Espero que essa coligação PCB e PSOL cumpra o prometido na Convenção deste ano e faça um trabalho de educação política nesse pleito eleitoral. E atacar outros candidatos esquecendos mostrar propostas não é educar os leitores.
E quanto aos outros, como escritor e artista comprometido com a História, eu estarei pronto para cobrar o prometido e o que prometerão. Eles passam, passarão e a Arte registrará a História!

Os candidatos são os responsáveis diretos pela paz nas comunidades durante esse período que estamos. Eles que promovem a paz ou as refregas insensatas (no final o povo é usado pois as cúpulas sempre se unem e se entendem). Quantos militantes e simpatizantes brigam e arriscam a vida para depois verem aqueles "inimigos de palanques" como reles atoresde uma farsa grotesca, pois se unem na próxma eleição.
Palmares vive um período de traições a princípios e ideologias. Esses esquemas de marketings que levam as pessoas a não mais seguir ideologias, apenas fragilizam um povo e faz nossa gente perde identidades. Como fizeram com muitos Partidos Políticos que estão sem identidades e são usados apenas como legendas eleitoreiras. Quem perde vinculos com ideologias e tem apenas compromissos com os acordos politiqueiros (onde o povo é somente "um detalhe a ser esquecido", como dizia um personagem de Chico Anysio), mais facilmente  trai promessas de campanha e usará mais facilmente os eleitorres ludibriados pela falsas propagandas.
Atualmente em Palmares não há vestígios de reais boas intenções em quem ataca quem segue princípios éticos e não se vende às forças repressoras.
Será que todas essas pessoas são realmente opositoras de quem dizem fazer mal ao Município quando desrespeitam ideologias que no passado se diziam fiéis e hoje se entregaram a quem eram opositores ferrenhos? Até onde conservam uma oposição e até que ponto a venalidade comanda suas mentes gananciosas pelo poder do mando político governamental?
O maior absurdo é ouvir jargões influenciadores como o tipo "não votarei em quem não tem grana". Traição a si próprios porque votar em quem tem dinheiro é colocar no poder quem não tem compromisso com os pobres.
Há quem se  diga pobre e está gastando muito. Começando antes mesmo das Convenções (quando muita gente vai interessada em participar em militâncias ou nos benefícios cedidos pelo poder).
O povo vítima do desemprego e desequilíbrio da distribuição de renda na sociedade. O povo vítima desses que não promovem nem promoverão projetos de libertação popular (real geração de emprego e renda e autosustentabilidade), pois povo liberto escolhe próprios rumos e não tem interesse de manter no poder esses depredadores do erário ou bem público.
Bem aventurados que cultuaraem a paz e a amizade acima de tudo, pois isso é o que se leva deste mundo. Sejamos amigos!


Jaorish

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ELEITORES SÃO CAVALGADURAS?



Conversando com líderes partidários sobre decisões de coligação concernente ao vice, ouvi uma série de explicações. Uma das explicações abordou o tema "currais eleitorais". Falou sobre como tudo depende dos "currais eleitorais"...
 
Ora, curral é lugar onde ficam bois, vacas, cavalos, éguas, burros.. Lugar para cavalgaduras e outros quadrúpedes. Não acho termo respeitável para citar grupos de eleitores ligados a esse ou aquele político ("ê ê ê vida de gado/ povo marcado/ povo feliz")...
Com certeza, esses termos usados por políticos são desrespeitos a nós eleitores. Essa a visão que alguns têm dos eleitores? Nós eleitores somos montarias ou cavalgaduras? 

Eu não sou cavalgadura. E você internauta é montaria de politiqueiros?
Por outro lado tem outro termo que eles usam quando se referem às refregas ou disputas eleitorais: quem vencerá o páreo?

 
Páreo é vocábulo direcionado às disputas de corridas de cavalos e outras montarias. Mas isso eles dizem sobre eles mesmos! 

E ai de quem se identifica está numa disputa de quadrúpedes quando se referem às disputas eleitorais.
Nas eleições não queira ser nem burro manso nem burro indomável! Seja um ser humano que pensa e raciocina!
 
Isso é um princípio de idiotização. Além de considerar eleitores quadrúpedes ao falar em currais eleitorais, eles mesmos se colocam como montarias ao dizerem que estão num "páreo"! Eles mesmos colocam ferraduras nos próprios cascos!



Fico a imaginar como se encaixa uma afirmação do dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues (estamos comemorando este ano o centenário de nascimento dele) quando falou sobre a idiotização mundial e como os idiotas vão acabar controlando o mundo: "Antigamente os idiotas se recolhiam à sua própria insignificância. Um belo dia se deram conta de que eram em superioridade numérica e passaram a ocupar todos os postos importantes do país: A Revolução dos idiotas."
O temor dele assume caráter profetizante. Os valores são invertidos, principalmente durante esses períodos eleitorais. E até os termos e vocábulos usados pelos usurpadores do poder assumem espaços que não são sequer notados pelos eleitores (maiores massacrados pelo sistema manipulador através dos marketings alienantes).

Nelson Rodrigues, dramaturgo pernambucano
"As épocas são mais inteligentes ou menos inteligentes; mais nobres e menos nobres; mais românticas ou cínicas; perversas ou heróicas, etc, etc... Nos coube por fatalidade uma das épocas débeis mentais e das mais espantosas da história. Há uma debilidade mental esdrúxula... Acontece então uma coisa nunca antes vista: todos agem e reagem como imbecís..." (Nelson Rodrigues).

 Eu não colaborarei para firmar essa profecia sobre a ascensão dos idiotas prevista nas crîonicas de Nelson Rodrigues. E você contribuirá? 

 


"Eu acho que existe no mundo, tanto a nível nacional como internacional, uma espécie de plano global para imbecilizar as pessoas. Um plano global de imbecilização da seguinte maneira: você prepara a grande Mídia, durante os programas, e joga uma série de conteúdos imbecilizantes para fazer as pessoas não pensarem ou pensar em coisas idiotas ou ficar assistindo bobagens. Ao invés de investir o tempo em conhecimento ou cultura." (Herbert de Souza, o popular saudoso sociólogo Betinho).
 Sobre o que Betinho afirmou é o retrato das campanhas eleitoras permeadas de achincalhamentos, estímulos a refregas entre militantes e eleitores (tudo encenação porque depois estarão os ditos "inimigos", sentando na mesma mesa e comendo no mesmo prato), sem projetos viáveis em prol da autosustentabilidade social e da geração de emprego e renda.
 Então preste muita atenção sobre quem você seguirá nessa eleição. Analise a história pretérita e presente dos candidatos e suas coligações ("diz-me com quem andas que te direi quem és" é um aforismo popular importantíssimo).
E lute para ser feliz!

Jaorish

VEJAM OS VÍDEOS:

PARTE 2:

PARTE 3:

IDIOTIZAÇÃO É UM MOVIMENTO MUNDIAL:




segunda-feira, 11 de junho de 2012

* Ariano Suassuna para Prêmio Nobel de Literatura

O Poeta Flávio Flavio Chaves (Membro da Academia Pernambuca de Letras), enviou esta notícia maravilhosa que faz justiça ao escritor Ariano Suassuna:

PROPOSIÇÃO À ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LETRAS

ARIANO SUASSUNA - NOBEL BRASILEIRO

Nós, que fazemos a Academia Pernambucana de Letras, com os seus 111 anos de história, vimos endossar, de público, a proposição do nome do escritor brasileiro Ariano Suassuna, nosso confrade, para disputar a próxima edição do Prêmio Nobel de Literatura, proposição realizada pelo Senador da República Cássio Cunha Lima, na tribuna do Senado Federal.

É difícil externar, em uma simples carta, sucinta por natureza, todos os motivos que nos levam a considerar Ariano Suassuna um inequívoco merecedor desta honraria, reconhecidamente a mais importante concedida a um escritor, em todo o mundo.

Move-nos uma convicção profunda e inabalável de que, em nosso tempo, poucos escritores de língua portuguesa são tão universais como Suassuna. Uma universalidade conseguida através da lição do grande Tolstói: “pinta bem tua aldeia que serás universal”. Engana-se, porém, quem restringe a “aldeia” de Suassuna a Taperoá, município do Sertão da Paraíba onde o escritor passou a sua infância e em torno do qual giram suas histórias e seus personagens; ou mesmo, em outra perspectiva crítica, quem compreende esta “aldeia” como a própria cultura brasileira, em sua enorme diversidade. Taperoá e o Brasil são extensões de um universo mítico-poético cujas origens mais profundas podem ser encontradas na grandiosa tradição mediterrânea, e que se espraiam, a partir da cultura brasileira, por toda a comunidade de língua portuguesa abarcando, assim, todos os povos que formam, na visão do escritor, a “Rainha do Meio-Dia”, em sua dupla conotação, política e religiosa.

A sua obra é composta por poemas, peças de teatro, romances, contos, crônicas e ensaios (transitando, assim, por todos os gêneros literários conhecidos), representa um verdadeiro monumento literário; um “Castelo”, “Marco” ou “Fortaleza” pacientemente erguida ao longo de mais de sessenta anos de constante atividade artística, comprometida, acima de tudo, com o Brasil e o povo brasileiro. É quase meia centena de títulos, sem contar os inumeráveis artigos em periódicos, estudos mais alentados em revistas e plaquetes, discursos, prefácios, capítulos de livros, participações em antologias. Ariano Suassuna é também tradutor, artista plástico, toca instrumentos musicais e é compositor.

Sua peça mais famosa, o Auto da Compadecida (1955), foi objeto de incontáveis encenações em todo o mundo, tendo sido ainda editada em inglês (Estados Unidos), francês, alemão, polonês, espanhol, italiano e bretão; foi, também, objeto de três versões cinematográficas, a última delas, sob a direção de Guel Arraes, tendo se constituído em um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos. O seu Romance d’A Pedra do Reino (1971) foi traduzido e editado na Alemanha e na França, além de ter sido adaptado para o teatro, pelo reconhecido encenador Antunes Filho, e para o cinema, pelo diretor Luís Fernando Carvalho, o mesmo diretor que adaptou para a televisão outras duas peças do autor, Uma mulher vestida de sol (1947) e Farsa da boa preguiça (1960).

Trata-se de uma obra que vem sendo objeto de estudos no Brasil e no exterior, gerando centenas de livros e trabalhos acadêmicos – monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, ensaios e artigos. Sobre ela escreveram, entre tantos outros, o uruguaio Ángel Rama, o português António Quadros, a norte-americana Candace Slater, a francesa Idelette Muzart, o alemão Georg Rudolf Lind, além de críticos de teatro e literatura do Brasil, como Décio de Almeida Prado, Sábato Magaldi, Wilson Martins, Bárbara Heliodora ou Antônio Houaiss.

Se o prestigioso Prêmio Nobel leva em conta não apenas um livro específico, mas a obra inteira de um escritor, considerando, aqui, os seus livros, a sua mentalidade, seu estilo pessoal e a repercussão do que escreve, não temos qualquer dúvida em dizer, então, que Ariano Suassuna, membro da Academia Brasileira de Letras, bem como das Academias de Letras dos Estados da Paraíba e desta Academia de Letras de Pernambuco, é mais do que merecedor da honraria, pois Suassuna é de fato um desses escritores raros, conscientes de que escrevem não por ofício ou ânsia de reconhecimento, mas por missão – um desses escritores que são, também, espécies de profetas e porta-vozes, não só do seu povo, mas de toda a humanidade. O Nobel para Ariano é um Nobel para todos nós seus confrades e para o Brasil.

Nenhum escritor brasileiro, até os nossos dias, foi agraciado com o Prêmio Nobel. Muitos certamente o mereceram – um Machado de Assis, uma Clarice Lispector, um Manuel Bandeira, um João Guimarães Rosa, um Carlos Drummond de Andrade, um Jorge Amado, entre outros. O grande pensador espanhol Ortega y Gasset afirmava que um homem é ele mesmo e sua circunstância. Pois bem: não havia, a nosso ver, no caso desses grandes escritores brasileiros, e de tantos outros, a circunstância para o Nobel.

O Brasil de hoje não se encontra mais fechado sobre si mesmo. Cada vez mais a nossa voz soa alto no concerto das nações do mundo. A cultura brasileira, na obra de Suassuna, encontra-se mais do que representada – encontra-se viva, pulsante e forte.

Há, pois, em nosso tempo, obra e circunstância.

Que venha o prêmio. Que venha o Nobel.

Peço dar conhecimento desse apoio, uma vez aprovado pelos ilustres confrades, à Academia Sueca (Svenska Akademien, www.svenskaakademien.se), ao Senador da República Cássio Cunha Lima, ao escritor Ariano Suassuna, à Academia Brasileira de Letras, ao Ministério da Cultura do Brasil, à Exma. Sra. Presidenta Dilma Rousseff, ao Governo do Estado de Pernambuco, na pessoa do Governador Eduardo Campos.

Antônio Campos

Advogado, Escritor, Membro da Academia Pernambucana de Letras.

* 4º Seminário Temático Estudos do Nordeste

Dias 31 de Maio e 01 de Junho/2012, aconteceu na FAMASUL o 4º Seminário Temático Estudos do Nordeste. Homenageou o Escritor Prof. Amaro Matias.
Eis entrevista com o Prof. João Constantino que explica a promoção:


Zé Linaldo foi um dos artistas convidados para participal. Aqui um vídeo com cenas do encerramento do Sarau que teve a participação do poeta cantor instrumentista:


Mirian Rodrigues, atriz convidada por Jaorish (ator escritor técnico de palco que ministrou workshop TEATRO COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA) para ação prática, cedeu um depoimento sobre como o teatro contribuiu para sua evolução e desenvolvimento:



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sábado, 9 de junho de 2012

* Heranças de Rebeldia Quilombola (poema de Jaorish)!

EM HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DO MUNICÍPIO DOS PALMARES (1879-2012) UM RESUMO EM VERSOS DA HISTÓRIA DA NOSSA TERRA DOS POETAS:


Heranças de Rebeldia Quilombola!

Quero gritar no meio da Mata,
Quero cantar no meio da praça!
Quero dizer sempre na hora exata
O que meu coração sente forte,
Até chegar o exalar da morte
Que num poeta não é concreto,
Pois a imortalidade em poesia
Faz-me eterno por divina magia.



Com o meu mais ferrenho desejo em verso,
Imprimo, na cega sociedade, minha nobre rebeldia
Herdada de guerreiros quilombolas
Desta terra de índios e negros rebelados;
Pouco citados nas fontes escassas da historiografia.
Sou artista, preciso marcar época e contar.
O que a tradição me repassa, versifico.       
Através da Arte, o brado do meu povo é eterno.



Mas meu verso é justo e aqui concretizo
Os porquês de ser por meu povo bem quisto:
Canto embolada, xote, baião coco de roda,
Aboio, loas de maracatu e reisado.
Faço se possível a maior presepada,
Mas não deixo minhas raízes culturais,
Nem quero nossa História desprezada,
Nem canto modas colonizadoras banais.



Defendo minha terra palmarina com afinco.
Escute com atenção porque eu não minto:
Sou filho da região onde a cana tombou palmeirais
Que inspiraram os negros rebeldes que unidos aos índios,
Lutaram contra os desmandos colonizadores senhoriais.
Assim foi o Quilombo dos Palmares por quase um Século,
Lugar de igualdade e fraternidade, resistência aos ímpios,
República de rebeldes em meio à Colônia de Monarquias.

Os canhões de Domingos Jorge Velho, derrubaram cercas,
Destruíram muros e vidas dos valorosos quilombolas amotinados.
Um grande crime aos Direitos Humanos, incalculáveis perdas
Num genocídio sem igual contra índios, negros e brancos rebelados.
Mas não conseguiram destruir os herdeiros dos negros enfezados,
Nem calar um ideal de liberdade expresso em canções e danças
Das nossas expressões populares, mantenedoras das esperanças
Do nosso povo brincante, na cultura mais diversificada do mundo.

O território conquistado pelos palmarinos,
Desde o Cabo de Santo Agostinho até o Rio São Francisco
Uma República com senso organizacional nunca antes visto.
Após aquele grande genocídio, as terras foram divididas.
Entre os soldados, burgueses e fidalgos, foram distribuídas.
E minha Cidade, sofreu impasses de comandos de coronéis e barões,
Teve nomes diversos, escolhidos pelos gostos de donos dos brasões,
Ao som dos badalos dos beatíficos sinos.

A Família dos Montes adquiriu a sesmaria
e nomeou o lugar com empáfia: Povoado dos Montes,
num jogo de cintura clerical para não milindrar.
E até para o culto da Santa Virgem Maria
Teve que ser a Nossa Senhora da Conceição dos Montes,
Não pelos montes que circundam o lugar,
Mas pela família que ganhou a posse das terras,
Embora a Santa foi cultuada pelos quilombolas.

Há um incidente durante a Revolução Praieira,
Alguns casos engraçados sem eira nem beira,
Da passagem de Pedro Ivo e soldados atolados,
Num lamaçal, onde um corneteiro perdeu uma trombeta.
E o povo rebelde para se ver livre do nome da Família herdeira,
Aproveitou-se do fato e renomeou o povoado de Trombetas.
E sob a inspiração do rio poético, veio o Povoado do Una,
Em pleno surgimento do Clube Literário de marca profunda.

Tem a fase do implante do Escritório da Great Western,
Pelos idos de oitocentos e sessenta e dois, do for all
Entendido por forró pelos matutos cabras da peste.
Aqui ficou implantada a Estação Ferroviária do Una
Que prenunciava um movimento de revolta geral,
Instigada pelos poetas organizados, rebelados, em suma,
Chegando a conseguir o Distrito em oitocentos e sessenta e oito,
Mas os moradores do Vale do Una tinha algo muito mais afoito.

Lideranças queriam mais, e em mil oitocentos e setente e três,
sendo quinze anos antes da Abolição da Escravatura,
o nome proibido dos Palmares foi defendido mais uma vez
e foi criado o Município Autônomo dos Palmares.
Eis que a História é reconquistada com grande ventura.
Mas somente após seis anos de lutas dos escritores,
Aos nove de junho, em mil oitocentos e setente e nove,
Palmares foi Município emancipado, com foros de Cidade.

Em minhas veias circulam heranças de Cultura e Grandeza,
E como cantador e poeta, mato a cobra e mostro o pau,
Me arreto, dou cambalhotas, gingo capoeira e viro a mesa
Mas não arredo o pé do meu lugar, eu luto por minha terra
Como os poetas lutaram pelo nome da Cidade ser honrado
Novamente com o nome batizado pelo africano amotinado
e hoje ser conhecida como a tradicional Terra dos Poetas.
Palmares, eu te amo pelo valor cultural e lutas que encerras.

© Jaorish Gomes Teles da Silva.

11 de agosto de 2007.

* PARA SEMPRE PALMARES (crônica)!

PARA SEMPRE PALMARES!

Adoro esta terra! E é neste pedaço de chão que espero viver o resto dos meus dias e depois aqui, para sempre, repousar meu espírito. Outro dia, transitando pelas ruas, um amigo que eu não via desde a enchente catástrofica que aniquilou nossa querida Palmares, (e graças a esse povo destemido e bravio a cidade foi reerguida) indagou-me: por que você não vai morar em outra cidade? Fui enfático: daqui, não arredo pé! Eu sou da terra dos poetas! E foi nesta cidade que desde cedo aprendi a respeitar e admirar seu povo, sua gente. Homens e mulheres simples, porém, guerreiros, altaneiros em generosidade, arte e rebeldia. Palmares está marcada na história por ser revolucionária e ao mesmo tempo, benévola, complacente. Recordo Ernesto Che Guevara: “ O verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimerntos de generosidade; é impossível imaginar um revolucionário autêntico sem esta qualidade”

Palmares das palmeiras imperiais, dos rios Una e Pirangi, que tanto embalaram meus sonhos. Terra de Zumbi, dos poetas; do clube literário, entupido de literatas; da biblioteca pública Fenelon Barreto; do Cine Teatro Apolo; do clube Ferroviário; da estação Ferroviária; do Alto do Inglês; do Cocão do Padre; do Hotel Jaú; do Cinema São Luiz, onde pela primeira vez meus olhos correram as pernas de Brigite Bardot, dos meus namoricos, era a sétima arte, me mostrando os caminhos do mundo. Palmares dos meus antepassados; dos Griz; dos Borbas; dos Oliveira Cavalcantis; terra querida, dos Monteiros da Cruz; de Luiz Ferraz, Jessiva Sabino, dos Mirandas Marques, terra de Juarez Correya, de Afonso Paulo Lins, de Joab e Iolita, de Sr. Virgílio e D. Iraci Palmares dos artistas populares Rabeca, Veludo do pífano, do mestre Teles Júnior na arte de talhar. Dos intelectuais, dos fotográfos, do relojoeiro Zinho dos sapateiros Sotero Salvador e Pacarú. Palmares, das artimanhas de Otacílio e Piruzinho; dos chafarizes; dos banhos de bicas e cachoeiras; da feira livre. Dos bancos das praças, e dos bancos das toldas do mercado público.Do antagonismo ideológico.Palmares dos meus queridos amigos artistas Zé Linaldo, Tonho Oião, Mazinho, Zé Ripe, Marquinhos Cabral. Palmares dos meus irmãos, dos Joãos, dos Josés, das Marias. Palmares dos Cabarés Sorriso da Noite, Aritana, Monte Carlo, Pajuçara.

Em Palmares, muito me apraz, o nome das suas ruas: da Soledade, da Palma, Da Notícia, Bom Destino, Boa Vista, do Jardim, da Aurora, rua Visconde Negro e Engole Homem. E dos engenhos Verde, Goiabeira, Boa Fé, Fanal da Luz.

. E conta-me sempre minha mãe, da minha primeira estripulia: foi esperneando no ventre aquecedor dela, pedindo angustiadamente para ali não nascer, que migramos para o melhor lugar do mundo, sendo pra mim, “a terra prometida”. Não que eu tivesse alguma coisa contra a cidade de Colônia Leopoldina, muito menos seu estado Alagoas. Mas o que eu queria mesmo era ser palmarense, pernambucano! E tanto esperneei que minha mãe concordou e pediu pra que meu pai providenciasse transporte o mais rápido possível. Nada, nenhum transporte. Ninguém de bom senso arriscaria veicular naquela estrada, ocasionalmente, encontrava-se pior que de costume. Alguém terminaria aquela viagem? Perguntava meu pai. Insisti! Esperneei mais forte, minha mãe sentia... Tornou a pedir a meu pai e este já determinado convenceu um outro destemido amigo a romper tal obstáculo. Era um jeep Wilis, ano 58, e cor verde, com pouco tempo de uso.
Aportamos no casarão dos meus avós maternos, localizado na rua Coronel Izácio, 124, faltando poucos minutos para o meio-dia. Tempo suficiente para aprontarem o quarto. Minha mãe já no trabalho de parto, eu impaciente, me contorcendo... Pronto! Era exatamente meio-dia do dia 12 de junho do ano de mil novecentos e sessenta. O sino do velho mercado público, repicou, saudando o mais novo filho desta terra, festejamente com aquelas doze badaladas, chorei de alegria! Nascia naquela cama de madeira escura trabalhada, pesando aproximadamente 3.500 Kg, cabeludo e risonho, falava a parteira Amélia Miranda, ao pegar-me. Ia me esgoelar, quando parei para escutar aquela mulher linda, colocar-me entre os seios, mesmo dorida, a falar para todos que se faziam presentes: “ chama-se Genésio, nosso Genésio. Meu pai concordou imediatamente.

Aqui abro aspas para citar o grande contista poeta e crônista Lêdo Ivo, apesar de ser alagoano, tinha no coração, amor pelo Recife, e que imortalizou-se com seus brilhantes versos, entre eles: “ Amar mulheres, várias. Amar cidades, só uma – Recife”

Amplio este perfil, por amor a esta terra, minha mãe natural. Aqui amo violenta e docemente. E, quando no mais alto cume de ti me encontro, apreciando-te, afagando-te e acaricio por completa. E, ao sentires desnuda, acolhe-me mais fortemente, dando-me a sensação de euforia e prazer.

E foi sob o olhar aprovador de Nossa Senhora da Conceição dos Montes, que desposei Palmares, como minha legítima amante. Declarei esse amor de livre e espontânea vontade e prometendo-lhe amá-la e respeitá-la, e ofereci-lhe como prova deste amor minha poesia, minha alma: “Por certo, um dia, do alto das palmeiras de minha terra, terra do meu refúgio, da minha inspiração, desfoflar-se-ão, e cairam sobre meus escombros, alimentando minha alma e o meu amor por ti! Salve Palmares, para sempre, Palmares!

Crônica escrita pela passagem dos seus cento e trinta e três anos de emancipação política.

Genésio Cavalcanti
Palmares, hoje e sempre

BRASÃO DO MUNICÍPIO DOS PALMARES (AUTOR: TELLES JÚNIOR):

O Escudo de Armas do Município dos Palmares foi criado pela Lei Municipal nº 688 de 24 de outubro de 1975.
O Escudo, da autoria do pintor Telles Júnior, é constituído pelo Escudo propriamente dito, ladeado por dois sustentáculos do Escudo, representando os dois chefes da República dos Palmares, Ganga Zumba à sinistra e Zumbi à dextra, como os vigilantes de todo o patrimônio municipal.
O escudo, ornamentado de barras paralelas, alternadamente em blau e branco, representa a Igualdade.
No abismo, um Sol nascendo sobre os montes, iluminando o Rio Una, reflete sobre as águas e sobre os campos a sua força vital, necessária a todo o progresso. Ainda, no coração do escudo, à sinistra, uma cana de açúcar, simbolizando a riqueza do município e da região. À dextra, uma palmeira real, simbolizando a denominação do município. Em contrachefe, fora e abaixo do escudo, um laço em blau, trazendo em ouro a legenda "DEUS-PÁTRIA-FAMÍLIA".
À sinistra do laço a data histórica da criação do município: 24-05-1873. À dextra a data 09-06-1879, lembrando a Emancipação econômica e política dos Palmares.

BANDEIRA DO MUNICÍPIO DOS PALMARES:


A Bandeira do município dos Palmares, idealizada por Luiz Portela de Carvalho, foi hasteada pela primeira vez no dia 13 de outubro de 1963, na inauguração do Palácio do Bambu, atual sede do governo municipal, quando também pela primeira vez, foi cantado o Hino dos Palmares.
O autor da bandeira foi Baltazar da Câmara, pernambucano de Vitória de Santo Antão, que morreu no ano de 1983.

Cores e significados
No pavilhão municipal o azul representa nosso céu, o branco representa a paz, o sol simboliza a liberdade; a faixa azul na parte inferior representa o rio Una e a cana é a nossa principal cultura.

HINO MUNICIPAL DOS PALMARES (Letra: por Milton Souto
Música:Edson Carlos Rodrigues & Nehemias Galdino de Araújo):

Na conjunção dos seus canaviais,
a alma verde da gleba está latente,
como esperança que riqueza traz,
tornando o solo forte e independente.
Engenhos, casas-grandes lá de outrora,
que existem pelos campos em Palmares,
são marcos a lembrar, somente agora,
as tradições de fases seculares.
Palmares é Canção da Natureza,
- Exortou, certa vez, Silva Jardim.-
É terra de cultura e de grandeza,
no mundo não havendo igual assim!
Os seus dois rios – Una e Piranji,
cujas águas deslizam no torrão,
sempre irmanados, passam por aqui,
a decantar Palmares em canção.
É qual Arcádia, sempre rutilante!
Hipócrene feliz das mais diletas.
Por graça lá do céu edificante
nasceu, assim, a Terra dos Poetas!
É nova Atenas. Honra deste estado.
Aponta ao saber lindo cenário.
Reflete eternas luzes do passado,
nas tradições do Clube Literário.
Salve! Este solo glorioso.
- Que tendo história, tem belezas mil.
- Que o Brasil já tornou tão orgulhoso,
por ser a nova Atenas do Brasil!
Palmares é Canção da Natureza,
- Exortou, certa vez, Silva Jardim.-
É terra de cultura e de grandeza,
no mundo não havendo igual assim!

O Hino Municipal dos Palmares, composto da música de Edson Carlos Rodrigues e Nehemias Galdino de Araújo e do poema do escritor Milton Souto, foi oficializado por Ato do Poder Executivo de nº 306 em 03 de outubro de 1963, conforme o Decreto de nº 144, na gestão de Luis Portela de Carvalho.

Ficou instituído pelo Poder Executivo, o dia 13 de outubro dedicado ao Dia do Hino e da Bandeira Municipal, conforme decreto da Câmara Municipal e a Lei sancionada pelo Prefeito do Município.

Será de uso obrigatório o cântico do Hino Municipal nos dias dedicados ao Hino e Bandeira Municipal e Emancipação Política do Município.
Será de uso facultativo a sua execução ou cântico na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas a que se associe sentido patriótico, no início ou encerramento de transmissões radiofônicas, bem assim para exprimir regozijo público em ocasiões festivas.
Será de uso obrigatório o cântico do Hino Municipal em um dia da semana, nas escolas pertencentes à rede municipal de ensino.