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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

* A larga utlização de pseudônimos na Literatura


Uso de pseudônimos por escritores tem longa tradição e vários motivos

Ao assinar sua nova obra com um nome masculino, a britânica J. K. Rowling chamou a atenção para uma velha tradição: o uso de pseudônimos por escritores. Só que nem todos o fizeram por motivos prosaicos.
O mundo dos livros é como um pequeno lago com inúmeros peixes pequenos e uns poucos grandes. Quando algo extraordinário acontece, logo se formam ondas enormes. Foi o que aconteceu no mês passado, quando foi revelado à imprensa que a escritora britânica J. K. Rowling é a verdadeira autora do romance policial The cuckoo's calling, lançado em janeiro deste ano.
Rowling, autora de nada menos que a série Harry Potter, assinou a história de detetive com o pseudônimo Robert Galbraith. O livro deve ser lançado no Brasil em novembro.
As reações foram controversas. Alguns elogiaram a atitude da autora, que ao usar um pseudônimo, livrou-se do peso da expectativa do público, natural depois de tantos best-sellers. Mas outros se questionaram por que uma escritora de tanto sucesso escolheu se esconder atrás de uma identidade masculina.
Fenômeno antigo
No caso de Erich Kästner, a troca de nome na Alemanha nazista era caso de vida ou morte
O uso de pseudônimos não é um fenômeno novo na história da literatura. Mas, em muitos casos, identidades alternativas foram adotadas por razões bem mais sérias, como evitar perseguições.
O autor alemão Erich Kästner, por exemplo, foi proibido de escrever durante o período nazista. Mas ele continuou produzindo, com relativo sucesso, assinando suas obras com nomes como Berthold Bürger, Melchior Kurtz e Robert Neuner.
Um exemplo mais recente é o do escritor argelino Mohammed Moulessehoul, que publicou obras usando o nome da esposa, Yasmina Khadra. Militar, ele temia ser censurado se publicasse com o próprio nome.
Pseudônimos também foram um artifício recorrente entre mulheres, que usavam nomes de homens para poder publicar. Em pleno século 20, vários países europeus tinham leis que impediam que mulheres ganhassem dinheiro sem a permissão do marido.
Exemplos famosos são os de George Sand (que na verdade se chamava Amandine Aurore Lucile Dupin) e George Eliot (Mary Anne Evans). No século 19, as irmãs Brontë – Anne, Charlotte e Emily – também publicaram poemas e romances sob as identidades masculinas Acton Bell, Currer Bell e Ellis Bell.
Romances policiais
No século 19, Amandine de Francueil assinava suas obras como 'George Sand'
Esses são exemplos do passado, mas ainda hoje escritores e escritoras muitas vezes sentem a força dos estereótipos. Para o senso comum, mulheres devem produzir obras românticas e "leves". Aos homens são reservados os thrillers.
Sendo assim, mesmo hoje em dia não é nada incomum escritoras usarem um pseudônimo ou uma identidade "neutra" – recorrendo ao uso de iniciais – para invadir campos tidos como masculinos.
A britânica Phyllis Dorothy James, grande dama dos romances policiais, é um exemplo disso. Ela assina suas obras apenas como P.D. James. Situação semelhante ocorre com a própria J. K. Rowling. Enquanto em alguns mercados, como o alemão, ela assina suas obras com seu primeiro nome, Joanne, no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Brasil apenas suas iniciais aparecem na capa dos livros.
Na Alemanha, a autoria de romances policiais é bem dividida entre os gêneros, segundo Edgar Franzmann, porta-voz da associação de escritores Syndicate. Ele ressalta que, entre os 800 membros da associação, o número de homens e de mulheres é praticamente igual. Ele afirma desconhecer mulheres que usem pseudônimos masculinos para assinar suas obras.
Günter Butkus, diretor da editora alemã Pendragon, concorda com Franzmann e diz que pseudônimos quase não são usados no país. Mas Butkus sugere que este pode ser um recurso útil para autores que se aventuram por vários gêneros e temas.
Mais glamour
Capa do novo livro de J. K. Rowling, assinado por "Robert Galbraith"
Desde 1960 editores e leitores alemães não têm qualquer problema com mulheres que escrevem romances policiais. Naquele ano, o prêmio Edgar Wallace foi dado ao romance Dead in St.Pauli, inscrito sem o nome do autor. Quando o júri descobriu que o livro havia sido escrito por uma mulher, quis evitar a entrega do dinheiro da premiação. A autora da obra, Irene Rodrian, acabou se tornando uma das figuras centrais do gênero na Alemanha.
Apesar de o sexo do autor ser cada vez menos importante, muitos continuam usando pseudônimos. Cora Stephan, que escreve como Anne Chaplet, argumenta que seu nome de batismo não tem o glamour suficiente para o gênero policial.
"O pseudônimo era importante porque eu queria que meus livros fossem um sucesso", diz a escritora. "Estava preocupada em não ser levada a sério como uma escritora de histórias policiais com meu nome verdadeiro", comenta.

DW.DE

terça-feira, 6 de agosto de 2013

* Uma sensibilidade pop na literatura

Relançamentos no país provocam reflexões sobre as ideias de Nick Hornby


THIAGO PEREIRA

“O que veio primeiro: a música ou a tristeza? Eu escuto música porque eu sou triste? Ou eu sou triste porque escuto música? Todos esses discos te transformam em uma pessoa melancólica?” Talvez a maneira mais fácil de se decifrar o escritor britânico Nick Hornby seja citar frases de seus livros. Muitas delas, memoráveis, estão espalhadas nas duas obras que acabam de ser relançadas no Brasil pela Companhia das Letras: a estreia “Febre de Bola” e o sucesso “Alta Fidelidade” guardam as chaves para explicar seu alcance com um público específico: fãs de cultura pop.


Hornby é um dos poucos autores contemporâneos que conseguiram, em uma vasta coleção de personagens, alcançar uma espécie de consciência pop de muitos leitores, dos anos 1990 para cá. Sujeito pouco afeito a aparições e ao circo midiático (a reportagem tentou falar com ele, mas não conseguiu), curiosamente, é através de extratos dessa mesma seara midiática, em um recorte que podemos chamar de cultura pop, que ele encontrou sua marca autoral, o ritmo de seus romances e ensaios. A construção do sensível (especialmente o masculino, apesar de uma ótima galeria de personagens femininos) no autor britânico é modulada por lições aprendidas nos discos de pop e rock, na paixão pelo clube de futebol, nos personagens clássicos do cinema, nos diálogos sagazes das séries de televisão.

“Acho que os livros – muito particularmente os dois reeditados – criam em torno de si comunidades de leitores que, no meu modo de ver, nem são leitores assíduos de literatura”, acredita Christian Schwartz, tradutor das duas obras. “Até leem, aqui e ali, algum romance na vida – mas, com Hornby, vale mais o interesse temático por música pop e/ou futebol. Acho que a chave é a linguagem: ao mesmo tempo que original, é próxima do leitor; ainda que claramente romanesca, ‘conversa’ com cinema e teatro”, sintetiza.

Universal. Trata-se de uma linguagem universal, própria de um mundo que se conecta, através da mídia, a um cardápio muito parecido de produtos culturais. Tanto que, para Schwartz, a maior dificuldade de traduzir Hornby é justamente as especificidades linguísticas entre um brasileiro e um britânico. “Difícil é ter a medida do português brasileiro coloquial contemporâneo que corresponda à linguagem dos livros. Tem menos a ver com o gosto musical do personagem (ou o fanatismo por futebol do autor), penso, do que com uma certa ‘fala’, ainda que por escrito, comum a gente de faixa etária jovem – mas nem tanto: Rob, por exemplo, caminha pra meia-idade – e de classe média”.

A ideia de uma comunidade de leitores faz muito sentido em relação à obra de Hornby, especialmente no caso de “Alta Fidelidade”. O personagem principal do livro, o trintão Rob Fleming, dono de uma loja de discos pouco badalada, acaba de terminar um relacionamento com Laura, o que se torna um mote para ele analisar, através de uma overdose de referências à cultura pop, o estado da sua vida como um todo. Junto com seus dois empregados na loja, passa o dia a ranquear (os “top five”) músicas, filmes, livros, e relacionamentos que importaram em suas trajetórias.

“É um romance geracional, daqueles que retratam um grupo de pessoas em uma determinada época, neste caso, o decantado fim das lojas de discos (que, no fim, não acabaram, e estão cada vez mais vivas), a valorização de certa honestidade em artistas, a elevação de listas ‘top alguma coisa’ à categoria de arte”, atesta Marcelo Costa, editor do site de cultura pop Scream & Yell. “O que você consome diz muito sobre quem você é, e Nick Hornby percebeu isso naquele momento olhando homens que se recusam a envelhecer como manda o figurino”, diz.

Para Márcio Serelle, professor da PUC.Minas e doutor em história e teoria literária, o maior mérito da obra de Hornby “está justamente nos momentos em que o pop falha, pois, evidentemente, em uma canção de Bruce Springsteen ou em um ‘top five’, não estão todas as escolhas possíveis e demandadas pela vida adulta, ainda que o narrador não se dê, a princípio, conta disso. Mas a cultura pop, mesmo nos romances do escritor (que são, sem dúvida, um elogio a ela), é, também, a dos tipos infantilizados, ‘estacionados’, ‘congelados’ – para usarmos alguns termos recorrentes nessa ficção”.Como Hornby escreve em “Alta Fidelidade”: “Não é nenhuma surpresa o fato de sermos tão confusos, não é? Somos como Tom Hanks em ‘Big’. Pequenos garotos e garotas presos em corpos adultos, e forçados a lidar com isso”.

Outra questão fundamental à obra de Hornby, segundo Serelle, é a “integração mais contemporânea da literatura à cultura popular. Ela se contrapõe, na literatura, ao academicismo, desconsiderando as clivagens entre alta e baixa culturas”. Realmente Hornby é um autor “consumível”, de textos sem a opacidade muitas vezes exigida na ‘grande’ literatura. “A primeira coisa que me chamou a atenção foi a união de duas coisas que admiro bastante: relacionamentos e cultura pop”, diz Costa. “A forma com que Hornby chocava estes dois temas também era uma crítica a um certo esnobismo cultural que circulava – e circula muito ainda hoje – na época. Afinal, como uma pessoa pode ser legal, se não conhecer Beatles?”, ri Costa.

Top Five
Cinco melhores personagens das obras de Nick Hornby, segundo o jornalista Marcelo Costa

1) Will Freeman, de “Um Grande Garoto”

2) Rob Fleming, de “Alta Fidelidade”

3) Duncan, de “Juliet, Nua e Crua”

4) Katie Carr, de “Como Ser Legal”

5) Nick Hornby, de “Febre de Bola”
Fora das páginas
As duas
 obras reeditadas neste ano de Nick Hornby foram adaptadas para outras mídias. “Alta Fidelidade” ganhou uma bem-sucedida versão cinematográfica em 2000, dirigida por Stephen Frears, com John Cusack assumindo o papel de Rob Fleming – que, aliás, vira Rob Gordon no filme. A película também levou a história para os EUA, diferentemente do livro, que se passa em Londres.

A obra também ganhou adaptação para o teatro no Brasil. Dirigida por Felipe Hirsch, “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, trouxe o ator Guilherme Webber no papel do protagonista.

“Febre de Bola” ganhou duas versões cinematográficas. A primeira, com roteiro do próprio Hornby, é uma produção britânica de 1997, dirigida por David Evans. A segunda, bem menos inspirada, é “Amor em Jogo”, dirigido por Bobby Farrelly e Peter Farrelly, de 2005.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

* Hoje é o aniversário do Jornalista Alex!



VIVA ALEX!!!
Hoje é dia de celebrar o nascimento do jornalista, cronista cinematográfico e colunista social alagoano radicado em Pernambuco.

Alex - José de Souza Alencar


Acervo www.onordeste.com

Alex, José de Souza Alencar, jornalista
Alex, José de Souza Alencar
Jornalista e escritor nascido em Água Branca, Alagoas, em 5 de agosto de 1926 e radicado no Recife a partir de 1947.
Bacharel pela Faculdade de Direito doRecife, dedicou-se à crítica de cinema e, depois, ao colunismo social no Jornal do Commercio do Recife e naFolha de Pernambuco.
Praticando um memorialismo lírico, publicou os livros Cadeira Vazia, prefaciado por Gilberto Freyre.
Membro da Academia Pernambucana de Letras e do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco.

domingo, 4 de agosto de 2013

* Hoje é o Aniversário de Manoel Correia de Andrade, Historiador e Geógrafo Pernambucano!

Ivan Maurício Enviou:
há 9 horas 
VIVA MANOEL CORREIA DE ANDRADE!

Hoje é dia de lembrar o nascimento do geógrafo e historiador pernambucano, autor do livro clássico "A Terra e o Homem no Nordeste".

Manoel Correia de Andrade



Manoel Correia de Andrade
Semira Adler Vainsencher
semiraadler@gmail.com
Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco

No dia 3 de agosto de 1922, no Engenho Jundiá, em Vicência, Estado de Pernambuco, nasce Manoel Correia de Oliveira Andrade. Os seus pais são Joaquim Correia Xavier de Andrade (senhor de engenho e criador de gado) e Zulmira Azevedo Correia de Andrade. Manoel faz os quatro primeiros anos do ensino formal em Vicência, mas, aos dez anos de idade, muda-se com a sua família para Recife. No Liceu Pernambucano dessa cidade, ele conclui o ensino fundamental e, no Instituto Carneiro Leão, o curso complementar pré-jurídico. Durante o curso pré-jurídico, ele se casa com Maria de Lourdes Sales Menezes, uma colega de curso que ele chama de Lourdinha e, com ela, tem cinco filhos.

Em seguida, Manoel Correia ingressa na Faculdade de Direito do Recife. O jovem estudante, porém, não se contentava em cursar apenas uma faculdade, porque, ao cabo de dois anos, decide realizar, concomitantemente, o curso de Licenciatura em Geografia e História, na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manoel da Nóbrega, hoje chamada de Universidade Católica de Pernambuco. Por sua vez, em 1945, ele conclui o bacharelado em Direito, e, em 1947, diploma-se em Geografia e História.

Apesar de ser filho de senhor de engenho, Manoel Correia torna-se membro do Partido Comunista aos vinte anos de idade. Por essa razão, os trabalhadores rurais passam a chamá-lo de Correinha e nele confiam. Naquela organização, entretanto, ele permanece somente sete meses. A despeito disto, as tendências esquerdizantes que possui facilitam a sua atuação profissional em vários sindicatos, como advogado trabalhista contratado.

Porém, mesmo tendo trabalhado no Sindicato dos Ferroviários, no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Exploração de Pedras de Jaboatão, e no Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Papel e Papelão, o jovem advogado não estava satisfeito com a sua área de atuação, considerando-a como demandante de muito labor e retribuidora de pouco retorno financeiro. Ele decide incrementar o ritmo de suas leituras e, em uma delas, entusiasma-se com a obra do sociólogo Caio Prado Júnior Evolução política do Brasil. Manoel Correia dá início, então, ao estudo das revoluções ocorridas durante o período regencial, e passa a freqüentar bastante a Biblioteca Pública - local onde funciona hoje o Arquivo Público Estadual.

Pouco a pouco, aquele advogado dedica menos tempo à sua carreira jurídica e mais à pesquisa. Em uma das viagens que faz ao sul do Brasil, ele conhece pessoalmente Caio Prado Júnior, e surge daí uma preciosa oportunidade. O ilustre sociólogo estava selecionando especialistas em Geografia, em cada região do país, para que escrevessem sobre as diversas questões agrárias do país, e propõe a Manoel Correia que se encarregue da parte concernente à realidade nordestina.

Como fruto dessa oportunidade, nasceria o livro A terra e o homem no Nordeste, que foi prefaciado pelo próprio Caio Prado Júnior e publicado pela Editora Brasiliense. Essa obra causa uma grande reação nos geógrafos brasileiros, que a consideram como não-científica porque não se destinava a propósitos acadêmicos, e, sim, a registrar e analisar um longo processo político.

Em 1952, contrariando um antigo desejo de seu pai, Manoel Correia passa a se dedicar inteiramente ao ensino médio. Começa lecionando Geografia do Brasil e História, nos colégios Vera Cruz, Padre Félix e Americano Batista. Ensina também Geografia Física, na Faculdade de Filosofia do Recife; Geografia Geral, no Colégio Estadual de Pernambuco; e Geografia Econômica, na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Por participar de manifestações de rua e atos de oposição a Agamenon Magalhães, por ser integrante do grupo de estudantes que pisoteou e rasgou o retrato de Getúlio Vargas (no bar Lero Lero), e por participar da luta política contra o Estado Novo, Manoel Correia é preso no Governo do interventor Etelvino Lins. Acontece que o delegado da Ordem Social era seu primo, Fábio Correia, que, diante das circunstâncias, se vê obrigado a cumprir com o dever. Manoel Correia é processado, em 1944, pelo Tribunal de Segurança Nacional e, no ano seguinte, anistiado através de um decreto do presidente Getúlio Vargas.

Mas, a despeito de toda a repressão existente na época, ele é um dos oradores no enterro do estudante Demócrito de Souza Filho, representando os concluintes de Direito do ano de 1945. O escritor iria preso, ainda, por integrar o GEPA, um Órgão criado por Miguel Arraes de Alencar, governador de Pernambuco, para assistir à população e ao trabalhador pobre do sertão.

Manoel Correia escreve a obra A terra e o homem no Nordeste, com o objetivo de esclarecer políticos e estudiosos acerca da reforma agrária. Apesar de ter sido elaborado por um professor universitário, trata-se de um trabalho mais militante que acadêmico. Por essa razão, o livro é apreendido após o golpe de 1964, uma vez que os militares o consideram como sendo um material de cunho subversivo. Segundo o próprio autor declararia, "o livro A terra e o homem no Nordeste lhe deu cargos importantes, elogios e prisões".

O jovem professor conheceu vários países e realidades fora do Brasil: estudou na École Pratique de Hautes Études, na França; passou quinze dias em um congresso em Israel e viajou por todo o Estado; lecionou nas Universidades de Sukuba, no Japão, e na Universidade de Buenos Aires, na Argentina; deu palestras e conferências no Peru, no México, na Colômbia, na França e nos Estados Unidos (Califórnia), entre outros.

Fica difícil registrar em poucas linhas os inúmeros cargos, funções e homenagens que Manoel Correia teve, recebeu, e continua tendo e recebendo. Destacam-se: o título de Doutor Honoris Causa,por parte de três Universidades Federais (a do Rio Grande do Norte, a de Alagoas, e a de Sergipe), e pela Universidade Católica de Pernambuco; as funções de Chefe do Departamento de Geografia e História da Faculdade de Ciências Econômicas, da UFPE, e de Coordenador do Curso de Mestrado em Economia, da UFPE. Ele ganharia, inclusive, um verbete no Who´s who in Brazilian economic life.

Em 1984, Manoel Correia foi nomeado Diretor do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade (CEHIBRA), da Fundação Joaquim Nabuco, cargo que ocupou até 2003. O volume de sua produção científica foge dos padrões e limites dos demais membros da Academia Pernambucana de Letras. O incansável pesquisador possui mais de cem (100) livros e duzentos e cinqüenta (250) artigos publicados, inclusive muitos deles em várias línguas.

Abaixo, lista-se algumas de suas obras, por ordem cronológica de publicação:

Geografia do Brasil, 3a. série ginasial. São Paulo, 1952;
Geografia geral para a 1a. série ginasial. São Paulo, 1954;
Geografia geral para a 2a. série ginasial. São Paulo, 1954;
Geografia geral para a 4a. série ginasial. São Paulo, 1957;
Geografia e história de Pernambuco. São Paulo, 1959;
A pecuária no agreste pernambucano. Recife, 1961;
O Distrito Industrial e suas condições climáticas. Recife, 1962;
Geografia do Brasil: região Nordeste. São Paulo, 1962;
A terra e o homem no Nordeste. São Paulo, 1963;
Geografia do Brasil, curso colegial. São Paulo, 1965;
Geografia geral: física e humana. São Paulo, 1965;
A guerra dos cabanos. [Rio de Janeiro], [1965].
Espaço, polarização e desenvolvimento: a teoria dos pólos de desenvolvimento e a realidade nordestina. Recife, 1967;
Geografia dos continentes. São Paulo, 1968;
Geografia econômica do Nordeste: o espaço e a economia nordestina. São Paulo, 1970;
Nordeste, espaço e tempo. Petrópolis, 1970;
Movimentos nativistas em Pernambuco: Setembrizada e Novembrada. Recife, 1971;
Aceleração e freios do desenvolvimento brasileiro. Petrópolis, 1973;
Geografia econômica. São Paulo, 1973;
O processo de ocupação do espaço regional do Nordeste. Recife, 1975;
Os trinta anos do Brasil. Recife, 1976;
História econômica e administrativa do Brasil. São Paulo, 1976;
O planejamento regional e o problema agrário no Brasil. São Paulo, 1976;
O processo de ocupação do espaço pernambucano. Recife, 1976;
Agricultura & capitalismo. São Paulo, 1979;
Latifúndio e reforma agrária no Brasil. Rio de Janeiro, 1980;
1930: a atualidade da Revolução. São Paulo, 1980;
Capital, Estado e industrialização do Nordeste. Rio de Janeiro, 1981;
Nordeste: a reforma agrária ainda é necessária? Recife, 1981;
As alternativas do Nordeste. Recife, 1983;
Projeto, avaliação e diagnóstico da Geografia no Brasil. Brasília, 1983;
Poder político e produção do espaço. Recife, 1984;
Classes sociais e agricultura no Nordeste. Recife, 1985;
Abolição e reforma agrária. São Paulo, 1987;
Geografia, ciência da sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo, 1987;
O Nordeste e a Nova República. Recife, 1987;
O homem e a cana-de-açúcar no vale do Siriji. Recife, 1987;
Imperialismo e fragmentação do espaço. São Paulo, 1988;
A Revolução de 30: da República Velha ao Estado Novo. Porto Alegre, 1988;
O Brasil e a África. São Paulo, 1989;
Caminhos e descaminhos da Geografia. Campinas, 1989;
A Itália no Nordeste: contribuição italiana ao Nordeste do Brasil. Recife, 1992
Uma geografia para o século XXI. Recife, 1993;
O desafio ecológico: utopia e realidade. São Paulo, 1994;
A questão do território no Brasil. Recife, 1995.

Vale a pena registrar que, além de companheira de uma longa jornada, a sua esposa, Lurdinha, sempre foi uma de suas maiores colaboradoras, lendo e revisando todos os trabalhos que o autor escreve.

Compulsivo por leitura, Manoel Correia possui uma biblioteca particular avaliada entre trinta mil e quarenta mil obras. E novos trabalhos não param de chegar às suas mãos, seja porque ele os adquire, seja porque as pessoas lhe enviam de presente as publicações. A cada mês que passa, portanto, cerca de cem novos livros vêm para o seu acervo pessoal.

Comprometido com a reforma agrária, com um Brasil e um Nordeste, em particular, menos iníquos e mais desenvolvidos, Manoel Correia de Oliveira Andrade declara ser um homem realizado. E a Fundação Joaquim Nabuco, como escreveu o folclorista Mário Souto Maior, se orgulha de ter sido, por muitos anos, o berço e a oficina de trabalho daquele notável pesquisador.

Morreu no dia 22 de junho de 2007, no Recife, em conseqüência de problemas cardíacos. Seu corpo foi velado na Academia Pernambucana de Letras.

FONTES CONSULTADAS:
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de(Org.); BERNARDES, Denis: FRENANDES, Eliane Moury. O fio e a trama: depoimento de Manuel Correia de Andrade. Recife: UFPE. Ed. Universitária, 2002.

GASPAR, Lúcia (Coord.); PODEUS, Raquel Batista; SILVA, Rosi Cirstina da. Manuel Correia de Andrade: cronologia e bibliografia. Recife: UFPE. Ed. Universitária, 1996.

Fonte: fundaj

quinta-feira, 25 de julho de 2013

* Conheça os sócios da Seccional Pernambuco da União Brasileira de Escritores!

Sócios da UBE
União Brasileira de Escritores - secção de Pernambuco
Abdias Cabral de Moura
Abelardo Baltar da Rocha
Abelhinha
Acaziele da Silva Melo
Adeildo Nunes
Adeilton Tenório de Brito
Adelmar Tavares de Lyra
Aderilton Godê de Vasconcelos
Adiano de Lima (Monge)
Admaldo Cesário dos Santos
Admaldo Matos de Assis
Agenor Alves dos Santos
Aglaura de Carvalho Catão
Alaide Correia Lima dos Santos
Alarico Antonio Frota Mont’Alverne
Albérico Alves Dias
Alberto de Freitas Brandão Bittencourt
Aldo Camerino Alecrim Paes Barreto
Alexandre de Sena Carneiro
Aluisio do Nascimento Silva
Aluisio Guerra
Aluízio Manoel dos Santos
Alvacir dos Santos Raposo
Álvaro de Araújo
Amanda Alves de Oliveira
Amanda Fantuzze Rodrigues de Almeida,
Amarli Batista Leal
Amílcar Doria Matos
Ana Maria A. Feitosa
Ana Maria César
Andrea Almeida Campos
Andréa Cristina Valença Gomes Botelho
Ângela Maria de Medeiros Macedo
Ângela Maria Dubourcq
Ângelus Magno de Araújo Melo
Anna Maria de Albuquerque Feitosa
Anselmo Gomes Rodrigues
Antão José Araújo de Brito
Antonieta Maria Gomes Barbosa
Antonio Camilo Lelis
Antonio Corrêa de Oliveira Andrade Filho
Antonio da Costa Martins
Antonio Dirceu Rabelo de Vasconcelos
Antonio dos Anjos Mendes
Antonio Filho Neto
Antônio José de Oliveira Botelho
Antonio Miguel Borges
Antonio Parente Prado
Antonio Vieira da Silva Filho
Argemiro Geraldo de Barros Wanderley
Ariadne Quintela
Arnaud Soares Mattoso
Arthur Eduardo de Oliveira Carvalho
Aurélio Rodrigues de Loiola
Avaniel Marinho da Silva
Bárbara Lustosa da Silveira Castro
Belarmino de Souza Neto
Bernadete Gomes Serpa Lopes
Bertrando Bernardino
Bianor Germano da Hora
Cândida Heráclio Mendes Cairutas
Carlos Alberto Fernandes Cavalcante
Carlos Alberto Galindo de Medeiros
Carlos André Macedo Cavalcanti
Carlos Roberto da Silva Ferreira
Cássio Murilo Coelho Cavalcante
Cecy Peixoto Lima
Célia Maria Cavalcante Baracui
Celso Marconi de Medeiros Lins
César Garcia
Christiane Leonora Galindo Torres Galvão
Cícero Belmar Siqueira Rodrigues
Cícero Ferreira Fernandes Costa
Cláudio Aguiar Luiz
Claudomira Costa Lima do Rego Melo
Cleonice Velozo de Oliveira
Cloves Marques da Silva
Cristina Aragão
Cristina Manga
Cyl Gallindo
Daniel Felix da Costa (Genuíno Mendes)
Deborah Vasconcelos Brennand
Denilda de Oliveira Marques
Diana Rodrigues Lopes
Diego Garcez Alves
Dinah Castilho Campos
Diogo Matheus de Melo Alves Almeida
Djanira Silva do Rego Barros
Dulce Campos
Dustan Vasconcelos de Morais
Edite Soares de Santana
Edival Gomes da Costa
Edla Magalhães Lyra
Edna Maria Cabral de Alcântara
Edno Moreira Mendes
Edvaldo Arlego Marques da Silva
Edvaldo Augusto Bezerra (Bronzeado)
Eleny Pinto da Silveira
Eleodório Antonio Galiza Gregório
Eliane Duarte Ferreira
Elias Nunes da Silva
Elione Soares de Santana
Eliza Albuquerque da Silva
Elizabeth Antão de Oliveira Lima
Elizabeth Brandt Feijó
Emerson José de Lima Fialho
Eni Maria Ribeiro Teixeira
Epaminondas Muniz
Eric Dayan Melo Nogueira
Érico Lustosa da Silveira Castro
Eronides Lino Gallindo
Esmeralda Pais de Moura e Silva Camacho
Esther Sterenberg
Eugenia Menezes
Evalda Carvalho da Silva
Everaldo Gaspar Lopes de Andrade
Everaldo Magalhães Barbosa de Albuquerque
Expedita Jesus de Brito e Silva
Felipe Botelho
Felipe Haeckel D’Ávila de Almeida Gomes
Felipe Júnior
Fernando Amorim Valença
Fernando Andrada Pinto Pessoa
Fernando de Barros Borba
Fernando Guerra de Souza
Fernando Maria de Jesus Oliveira
Flávio Ricardo Chaves Gomes
Flávio Roberto Bezerra de Alencar
Francisca Zuleide Duarte de Souza
Francisco Albuquerque Pereira
Francisco Alves dos Santos Junior
Francisco Austerliano Bandeira de Mello
Francisco César Leal
Francisco de Assis Galvão B. Pinho
Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti
Francisco Jaime Moreira Milfont
Francisco José da Silva
Francisco Mesquita
Francisco Sales Cartaxo Rolim
Gennecy Velloso de Souza Bandeira
Gentil Alfredo Magalhães Duque Porto
Geraldo Gomes de Luna
Geraldo Granja Falcão
Gerusa Leal
Gibson Barreto Fontes
Gilberto Braga de Mello
Gilberto Soares Silva
Gilda Maria Lins de Araújo
Gilvan de Almeida Maciel
Gilvan de Souza Lemos
Giovanni Sávio Duarte de Sá
Gizelda dos santos Moura
Graça Graúna
Graziela Magalhães de Albuquerque
Guilherme Carréra Campos Leal
Gustavo Antonio da Trindade Meira Henriques
Gustavo Barros Bezerra de Melo
Gustavo Henrique do Nascimento Neto
Heldemarcio Leite Ferreira
Helena Lezan Bittencourt
Helena Luis Pessoa
Helena Maria Carvalho do Nascimento
Heleno Pereira de Melo
Hildete Engel
Humberto Paulo C. de Albuquerque
Igor Rafailov
Inácio Antonio Gomes de Lima
Inaldete Pinheiro de Andrade
Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti
Iraci Rangel Araújo
Isa Borges
Ivaldo Batista Costa
Ivaneide Áurea de Amorim Lima
Ivanildo Sampaio de Souza
Ivonete Batista Xavier
Iza Fernandes
Jacqaues Alberto Ribemboim
Jader Ribeiro Cavalcanti de Albuquerque
Jadiceli Maria Dantas Gomes
Jairo Barbosa de Lima
Jairo Gonçalves Lima
Jairo José Gomes de Araújo
Jairo Nunes Bezerra
Jamesson Ângelo Ferreira Lima
Jandira Chagas de Souza
Jaorish Gomes Teles da Silva
Jaqueline Torres de Souza
Jeane Siqueira
Jerônimo Lemos Freitas
Jerônimo Motta Guerra
Jessier Quirino de Araújo
Joana D’Arc Martins Sales
João Alfredo dos Anjos
João Câmara Filho
João Carlos Vasconcelos Mack
João da Silva
João Diniz Palheta Mendes
João Ferreira Filho
João Hélio Mendonça
João Matias Diogo
João Orlando Alves
Jobson de Figueredo Alves
Jomard José Muniz de Britto
Jorge Barros de Souza Ramos
Jorge Ricardo de Souza Júnior
José Aguinaldo Viana Valadares
José Alexandre Ribemboim
José Alves Sobrinho
José Antonio Feijó de Melo
José Arlindo Gomes de Sá
José Aurélio Farias
José Benito Fernandes de Araújo
José Bezerra dos Santos
José Camilo Lelis
José Carlos Farias da Silva
José Carlos Xavier de Almeida
José David da Silva
José de Siqueira Silva
José de Souza Felix
José Eduardo de Vasconcelos Côrtes
José Fernandes Costa
José Hugo de Moraes Vaz
José Humberto Lima de Vasconcelos
José Lemos Muniz Cruz
José Luiz de Moura
José Luiz Mota Menezes
José Mauro de Alencar Correia Júnior
José Napoleão Tavares de Oliveira
José Nivaldo Barbosa de Souza
José Paulo Cavalcanti Filho
José Ronaldo Lessa Ângelo Junior
José Tavares de Lima
José Wanderley Carvalho
José Wilson Vilar Sampaio Júnior
Josete Silva da Cunha Cavalcanti
Josineide Rodrigues
Josivan da Fonseca Neto,
Juliana Borba Santos de Souza Pinto
Julio Camargo Silva
Juracy da Costa Andrade
Ladjane Connoly Gomes
Laerte José dos Santos
Lara Lobo
Laudemiro Telino de Lacerda
Laura Alice dos Remédios Ferreira Monteiro Areias
Laura Pulqueria de Gusmão Bastos
Leda de Oliveira Dias
Leila Maria Vieira Medeiros
Lenilde Freitas
Lenora Uchoa de Oliveira
Leny de Amorim Silva
Leonardo de Lima Durval
Lindinalva Ferreira do Nascimento
Lino Soares Quintas Neto
Lívio Paulino Francisco da Silva
Lourdes Maria Mendonça Sarmento
Lourdes Nicácio e Silva
Lourdes Sarmento
Lucia Carvalho
Lucia Maria Florio Lins
Lucia Vieira de Carvalho
Luciane Rizerio de Oliveira
Lucila Nogueira
Lucilo Varejão Filho
Lucilo Varejão Neto
Lucio Roberto Ferreira
Luis Guilherme da Silva Dutra
Luiz André Silva Bezerra
Luiz Berto Filho
Luiz Carlos da Silva Aquino
Luiz Conrado de Lorena e Sá
Luiz de Freitas Lima
Luiz de Souza Leão
Luiz Geraldo da Rocha Falcão
Luiz Gonzaga Lopes
Luiz Otavio Melo Cavalcanti
Luzilá Gonçalves Ferreira
Mac Dowell Perdigão de Brito
Manoel Antonio da Silva Salsa
Manoel Balbino de Lima Filho
Manoel Neto Teixeira
Manoel Oliveira Batista
Manuel Buarque Neto
Manuel de Barros Lima
Marazul Montenegro de Barros
Márcia Meira de Vasconcelos bastos
Marcilio Lins Reinaux
Marco Antonio de Oliveira Maciel
Marco Juno Costa Flores
Marcos Alexandre de Morais Cunha
Marcos Antônio de Andrade Filho
Marcos Antônio de Lima
Marcos Livio dos Passos
Margarida Maria de Souza Pereira
Maria Angélica de Miranda
Maria Antonieta Torres
Mariá Aparecida dos Santos
Maria Aparecida Santos Monteiro Lopes Guimarães
Maria Áurea Malta de Santa Cruz Oliveira
Maria Auxiliadora Clemente Santos
Maria Auxiliadora de Almeida
Maria Auxiliadora Lustosa Coelho
Maria Batista da Silva Almeida
Maria Carolina de Alencar Cavalcanti Sá
Maria Ceci de Melo Alencar
Maria Conceição Feijó de Lima
Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque
Maria Cristina dos Santos Ferreira
Maria da Conceição Alves de Lima
Maria da Ressurreição das Chagas Ribeiro
Maria da Salete Cordeiro de Souza
Maria da Salete Rêgo Barros Melo
Maria das Dores Arruda de Lima
Maria das Graças da Silva
Maria das Graças de Lima Melo
Maria das Mercês Figueirôa
Maria das Neves Pires da Silva
Maria de Fátima de Andrade Quintas
Maria de Fátima Gomes Rodrigues
Maria de Fátima Leite do Amaral
Maria de Fátima Valença Dias
Maria de Lourdes Rodrigues
Maria de Nazareth Moura de Gouveia
Maria Digna Pessoa de Mello Chaves
Maria do Amparo Pessoa Ferraz
Maria do Carmo de Albuquerque Braga
Maria do Carmo Guimarães Requeira
Maria do Céu de Ataíde Vasconcelos
Maria Edilce Menezes
Maria Eleonora Castelar Vasconcelos
Maria Esther Guimarães Camurça
Maria Evany Amaral Matos
Maria Goretti Fernandes da Costa e Silva
Maria Hosana Loifman
Maria José Holanda Torres
Maria José Laurindo Afonso
Maria Laura Freitas de Araújo
Maria Lucia de Souza
Maria Lucia Lauria Chiappetta
Maria Lúcia Maciel Bernardes
Maria Lucia Moura
Maria Lucia Sobral Pessoa
Maria Luciene de Freitas e Silva
Maria Madalena de Souza Castro
Maria Nazareth Gouveia
Maria Oneide Pinheiro Tomaz
Maria Petrucia Dias Camelo
Maria Regina Martins de Andrade
Maria Rita de Freitas Albuquerque
Maria Sebastiana da Conceição
Maria Valderez de Freitas Leite
Maria Verônica Aroucha Coutinho
Marianne Sterenberg
Marília Pessoa Maranhão
Mariluce de Lucena Pereira
Mario Marcio de Almeida Santos
Marisa Helionora de Albuquerque Barros
Marizete Bezerra de Morais
Marluce Maria da Costa Salvador de Oliveira
Marly de Arruda Ramos Mota
Marta Velozo de Melo
Martinho Gomes de Queiroz
Mary Gondim
Mauricio César Martins Rangel
Meraldo Zisman
Mery Gondim
Milton Lins
Miriam Yasbeck Asfora
Moacir de Castro Ribeiro
Moises Wolfenson
Neide Medeiros Santos
Nelly Medeiros de Carvalho
Nelson Nogueira Saldanha
Nicolino Limongi
Nizardo Carneiro Leão
Noel Bernardo de Oliveira Jr.
Norma Bezerra de Brito
Núbia Roberto Ferreira
Odile Vital César Cantinho
Odimar Pinheiro Braga
Olga Muniz de Souza
Osana Batista da Silva
Oserias Ireno de Gouveia
Paulo Andrade de Oliveira
Paulo Camelo de Andrade Almeida
Paulo Dantas Saldanha
Paulo de Tarso Benevides Gadelha
Paulo Fernando Barros Farias
Paulo Fernando Gama de Oliveira
Paulo Salgado Filho
Paulo Salles Cavalcanti
Paulo Victor Pereira Cavalcanti
Pavel Lavrenthin Grass
Pero Deus Filho
Poliana Barbosa Martins de Oliveira
Raimundo Nonato de Magalhães
Raul da Silva Fraga Neto
Regina Ratis Pedrosa
Reginaldo Santiago
Reinaldo da Rosa Borges de Oliveira
Rejane Gonçalves dos Santos
Renaldo Tenório de Moura
Renato Augusto Pontes Cunha
Renato Phaelante da Câmara Lima Neto
Renildo Francisco dos Santos
Rivaldo José Bezerra de Paiva
Roberto Emerson Câmara Benjamin
Roberto Nogueira do Nascimento
Roberto Rodrigues de Almeida
Rogério Generoso
Ronaldo Correia de Brito
Ronaldo Dantas Lins Filgueiras
Ronaldo José Souto Maior
Rosa Lia Dinelli Duque
Rosa Maria Bezerra da Silva
Rosa Maria Bezerra da Silva
Tereza Cristina Vianna Costa Carvalho
Jacqueline Torres de Souza
Valque Ramos dos Santos
Ruby Jean Boddes
Maria de Fatima Valença Dias
Livio Paulino Francisco da Silva
Hildo Bezerra Santana
Ana Celia Santos Jatobá
Sebastião Gomes Fernandes
Flavio Silva dos Santos
Camila Krause Guidotti
Ana Maria Cortez Gomes
Zelia Primola dos Santos
Alexandre Furtado de Albuquerque Corrêa
Jose Paulo Ferreira de Moura
Zélia Maria Cunha Monte Bezerra
Valdemir Miranda Pereira
Jose Humberto Espindola Pontes de Miranda
Maria Bernadete Mariz Bruto da Costa
Irene de Brito Paulino
Maria Almeida de Brito
Roberto de Araujo Faria
Pedro Paulo de Araujo
Maria Augusta Soares de Oliveira Ferreira
Rosalia Cristina da Silva
Jose Joaquim da Silva Neto
Marcelo Russell Wanderley
Eduardo Viana de Melo
Mario Lucio da Costa Ferreira Filho
Suzana Morais de França Medeiros
Americo Furtado Gomes da Silva
Adalberto Arruda da Silva
Cristiano Egito Santiago Ramos
Wanessa Campos
Francisco de Assis Nunes
Silvia de Souza Barbosa
Andre de Sena Wanderley
Nelson Soares Brandão Filho
Isnaldo Jose Barbosa
Patriotino Pontes de Aguiar
Heloisa Hena Caracas de Souza
Francisco Ésio de Souza
Andrea Accioly dos Santos
Luciene Passos Pires
Cleria Maria Galindo
Vanessa Sueidy de Souza
Jose Lira
Wilmar de Medeiros e Silva
Silvio Wanderley Mascarenhas
Maria Francinet Leite
Maria Jose Bezerra de Arimateia Souza
Gianna Maria Griz Carvalheira
Erivam Felix Vieira
Sebastião Pimentel de Assis
Frederico Jorge Spencer Hartmann
Jose Carlos Ferreira Maia
Maria Tereza D’Ávila Pacheco
Ana Maria de Araujo Santos
Mercia da Costa Rangel
Jupira Francisca M. de Oliveira
Genicleide Maria Guiherme de Lima
Margarett Leite de Oliveira
Rosane Uchoa Carneiro Netto Lopes
Zaíra Rodrigues da Silva
Rosangela Maria da Silva
Rosangela Maria Ferraz Dutra
Rosângela Maria Ferraz Dutra
Rose Mary Batista Domingos
Rosilda Loyo Rego
Rosimary Carlos Ferreira Costa
Rostand Carneiro Leão Paraíso
Rubem Pincovsky
Ruby Jean Boddes
Sachiko Shinozaki de Figueiredo
Samuel Gueiros Vitalino
Samuel Lira de Oliveira
Sandro Caetano de Sá
Sandro Rogério Barros de Vasconcelos
Sara Riwka Erlich
Saulo Marden Costa Neves
Sebastien Joachim
Selma Maria Ratis de Oliveira Souza
Selma Vasconcelos de Figueroa
Sergio Ricardo Soares Farias Silva
Severino Costa Menezes
Severino do Ramo Fernandes de Melo
Sheila Rodrigues Oliveira da Silva
Shoia Duarand
Silvio Pessoa de Carvalho
Silvio Romero Hansen de Barros
Socorro Miranda
Sônia Maria Just
Stephem Beltrão Correia Lima
Suzana Guimarães Farias
Tânia Valéria da Silva Ferreira
Tarciana Gomes Portela
Tarcisio Laureano dos Santos
Tarcisio Rodrigues da Silva
Tereza Cristina Viana Costa Carvalho
Tereza Ferreira Gomes
Terezinha Costa Guimarães
Tomé de Souza Magalhães Neto
Turmalina da Rocha Teles
Ubiracy Olímpio da Silva
Valdene Duarte Fonseca
Valdenise Cavalcanti da Silva
Valdir José Nogueira de Moura
Valque Ramos Santana
Vanda Lucia Araújo Phaelante da Câmara Lima
Vanja Carneiro campos
Vera Lúcia de Oliveira Silva
Vera Sato
Verluce de Souza Ferraz
Verônica Néri Palhano Freire
Victor Cabral Cavalcanti de Melo
Victor Sitcovsky
Vilma Clóris de Carvalho
Virgilio Campos
Virgilio Ferreira Guedes Correa Gondim
Vital Corrêa de Araújo
Walter Cabral de Moura
Wellington Dantas
Wilmar de Medeiros e Silva
Wilmar Vieira Jatobre
Zenilda Pinheiro Borges Santiago
Zenóbia Terto Magalhães
Zilah Barbosa Torres
Zilia de Aguiar Codeceira
Zirlano Teixeira de Oliveira
Zuiyla Cartaxo Cantasani