domingo, 9 de setembro de 2012

* "Passagens" conta história da literatura judaico-alemã nos séculos 19 e 20

Em seu livro "Passagens: literatura judaico-alemã entre gueto e metrópole", o escritor Luis S. Krausz abora a importância da língua alemã para o desenvolvimento da literatura judaica moderna.
O encontro da modernidade com um sistema de crença estabelecido durante a Idade Média é o tema central de Passagens: literatura judaico-alemã entre gueto e metrópole, de Luis S. Krausz. Analisando uma série de romances do século 19 e 20, de autores como Arthur Schnitzler, Aaron Bernstein e Heinrich Heine, o livro aborda como eles influenciaram o pensamento moderno entre os judeus na Europa Oriental.
Tradição e crença se chocaram com novas ideias, com transformações políticas e econômicas. Esse choque entre o tradicional e o novo ocorreu quase simultaneamente com o fato de grande parte dos judeus se tornar cidadãos de Estados nacionais, cuja base não era a religião e sim os conceitos iluministas de direitos humanos. Essa revisão de parâmetros trouxe reflexões não somente sobre aquele grupo, mas também sobre as sociedades em que viviam.

O resultado é uma literatura onde há uma duplicidade de olhar desse mundo em transição e os autores de língua alemã foram os primeiros expoentes dessa nova literatura. Dessa duplicidade nasceram o conflito, a reflexão e a idealização que confrontaram a modernidade com a nostalgia, o fantástico e a superstição.
O conflito é a base dos romance abordados em Passagens. Autores como Elias Canetti, Alfred Döblin e Joseph Roth tentaram mapear as representações do tradicionalismo no imaginário moderno e as transformações do tempo. Em conversa com a DW Brasil, o escritor Luis S. Krausz falou da importância da língua alemã para essas mudanças. 

DW Brasil: Como foi o processo de escrever Passagens: literatura judaico-alemã entre gueto e metrópole?

Luis S. Krausz: Este trabalho foi uma decorrência de um livro anterior sobre Joseph Roth, que discute em sua obra dois temas complementares: de um lado, a sólida monarquia dos Habsburgos, que representa valores verticais e transcendentes; de outro, o universo declinante das aldeias judaicas da Europa Oriental, destruídas pelo avanço da sociedade moderna e pelos massacres perpetrados a partir do fim do século 19. Ele olha em retrospecto para estes dois mundos, que foram destruídos com a Primeira Guerra Mundial.

Depois de estudar a obra de Roth, quis entender melhor as relações entre o universo da tradição judaica, de raiz medieval, e a cultura alemã do século 19. A Prússia e o Império Austro-Húngaro dominaram, durante todo o século 19, uma porção significativa da Europa Oriental. Nestas regiões havia uma população judaica numerosa que foi se integrando, gradativamente, à cultura alemã.
O Imperador José 2° da Áustria antecipou-se até mesmo à Revolução Francesa, ao promulgar, já em 1782, o chamado “Édito de Tolerância”, que tornava os judeus cidadãos de seu império. A cultura alemã tornou-se sinônimo de integração à modernidade, e símbolo de uma nova posição social para um grupo antes mantido às margens da sociedade.

Qual foi o critério para escolher os romances abordados em seu livro?

A literatura judaica em língua alemã é extremamente prolífica. Abordei uma pequena parcela e as escolhas que fiz foi resultado de indicações, do meu gosto pessoal – e também do acaso. Descobri, por exemplo, na biblioteca da casa de meus avós, um raríssimo exemplar de um livro intitulado Ein Jude, do escritor dinamarquês Aron Goldschmidt, de quem nunca tinha visto nenhuma referência.
Goldschmidt viveu no início do século 19 e foi um autor muito popular em seu tempo, e esse romance, no qual ele retrata a trajetória de uma família judaica do norte da Alemanha que parte de um vilarejo para integrar-se à vida moderna em Copenhague, aborda de forma direta e exaustiva o tema da minha pesquisa, ou seja, os conflitos e as perplexidades decorrentes do confronto entre o universo fechado da tradição judaica e as promessas grandiloquentes da modernidade oitocentista. 

A língua alemã funcionou como ponte entre a Europa Ocidental e Oriental? 

Entre o fim do século 18 e o século 19, uma população judaica numerosa foi incorporada à Prússia, ao Império Austro-Húngaro e à Polônia. Neste contexto, a língua alemã funcionava como um passaporte para a modernidade, um atalho que levava da Idade Média diretamente ao século 19.

Qual foi o critério para escolher os romances abordados em seu livro?

A literatura judaica em língua alemã é extremamente prolífica. Abordei uma pequena parcela e as escolhas que fiz foi resultado de indicações, do meu gosto pessoal – e também do acaso. Descobri, por exemplo, na biblioteca da casa de meus avós, um raríssimo exemplar de um livro intitulado Ein Jude, do escritor dinamarquês Aron Goldschmidt, de quem nunca tinha visto nenhuma referência.
Goldschmidt viveu no início do século 19 e foi um autor muito popular em seu tempo, e esse romance, no qual ele retrata a trajetória de uma família judaica do norte da Alemanha que parte de um vilarejo para integrar-se à vida moderna em Copenhague, aborda de forma direta e exaustiva o tema da minha pesquisa, ou seja, os conflitos e as perplexidades decorrentes do confronto entre o universo fechado da tradição judaica e as promessas grandiloquentes da modernidade oitocentista. 

A língua alemã funcionou como ponte entre a Europa Ocidental e Oriental? 

Entre o fim do século 18 e o século 19, uma população judaica numerosa foi incorporada à Prússia, ao Império Austro-Húngaro e à Polônia. Neste contexto, a língua alemã funcionava como um passaporte para a modernidade, um atalho que levava da Idade Média diretamente ao século 19.

Ao mesmo tempo em muitas cidades alemãs ocidentais, como em Frankfurt, por exemplo, os judeus já viviam há séculos, mas em bairros separados, chamados de guetos. Com a chegada das tropas de Napoleão Bonaparte, arrancaram-se as grades e os muros que mantinham os judeus separados dos cristãos. E também é preciso lembrar que o iídiche, falado pelos judeus na Europa Oriental, é baseado no alemão medieval, que os antepassados levaram quando foram expulsos da Alemanha para a Polônia, na Idade Média.

A filosofia também teve um papel importante nessas mudanças? 

Acredito que a literatura tenha funcionado, para uma população que se encontrava em meio a um processo de transformação radical de suas condições de vida, como um espaço de representação e de discussão das grandes questões decorrentes da mudança dos guetos e dos vilarejos para as metrópoles. A grande criatividade literária que se observa no mundo judaico de língua alemã do século 19 e do início do século 20 decorre das múltiplas perplexidades geradas por esta passagem.
Ao mesmo tempo, os leitores buscavam, em contos, novelas e romances, representações literárias de sua situação paradoxal – e talvez também respostas para questões que os atormentavam. Assim, creio que a literatura tenha sido mais importante do que a filosofia neste sentido, pois a filosofia necessariamente dirige-se a uma minoria de eruditos, enquanto a literatura tem um espectro de leitores bem mais amplo – e consequentemente exerce uma influência social maior e mais imediata.

A popularização do livro está diretamente atrelada a esse processo?

Sem dúvida, o livro foi o instrumento por excelência para a divulgação de um ideário moderno baseado nos princípios iluministas entre os judeus da Europa Oriental, que viviam sob o signo de crenças religiosas cristalizadas durante a Idade Média. 

Como é hoje a relação entre a cultura judaica e da língua alemã?

Hoje, na Alemanha, vive uma comunidade judaica bastante numerosa. Porém, sua origem é, na grande maioria dos casos, a antiga União Soviética. Este grupo tem uma história e uma cultura que são totalmente diferentes dos judeus alemães e austríacos de antes do Holocausto, que viviam uma espécie de simbiose cultural judaico-alemã. 

Autor: Marco Sanchez
Revisão: Carlos Albuquerque


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* Literatura: auto-ajuda e psicololgia aplicada

(Alain Botton, o Filósofo Pop)

Nas décadas de 70 e 80 os livros de auto-ajuda inundaram o Brasil e o mundo, com receitas mirabolantes de enriquecimento fácil, busca da felicidade, conquista de amor impossível e tantos outros assuntos inerentes ao comportamento humano.
Quem não se lembra do médico Lair Ribeiro, que lotava ginásio, teatros e centro de convenções com suas palestras motivacionais?
Do ex-produtor de TV Neimar de Barros, que se dizia um ateu convertido ao cristianismo e que passou ser um arauto da fé?
Publicou várias livros sobre religião, deu palestras em mais de 4.000 cidades e chegou a ser capa da Revista Família Cristã, a maior publicação católica do Brasil.
Nemar, em 1986, concedeu uma entrevista à revista Veja e contou que a sua conversão teria sido uma tremenda farsa.
Por conta de episódios como este e considerando que ninguém enriquecia com a facilidade apregoada e que a felicidade nem sempre chegava na hora esperada, esse tipo de literatura entrou em colapso, chegando a ensejar que críticos literários classificassem como medíocres os leitores desse tipo de publicação.
O best-seller brasileiro Augusto Cury, aborrecido, apressa-se em afirmar que as suas obras não são de auto ajuda e sim de “psicologia aplicada”. Mera questão de semântica.
Eis que de repente surge o salvador desse segmento literário, dantes tão festejado.
Trata-se do jovem filósofo suíço Alain de Botton, 43, que se apresenta como um fenômeno da filosofia contemporânea, com inúmeros livros publicados. Fenômeno de vendas e crítica.
Botton não se envergonha em afirmar que os seus textos são de auto-ajuda, sim, baseados na sabedoria dos antigo filósofos, detentores de profundos conhecimentos das relações humanas.
O seu projeto mais ousado consiste no lançamento da coleção The School of Life (A Escola da Vida) a ser publicada brevemente no Brasil, título de uma escola que fundou na cidade de Londres, em 2008, hoje referência mundial de eventos comportamentais.
Para Botton o que houve de negativo foi uma enxurrada de maus autores do ramo, especialmente os americanos e o surgimento de um contingente de palestrantes chalatõees, pondo em xeque a credibilidade da literatura em foco.

(Texto publicado no Boletim Institucional da Academia Piauiense de Mestres Maçons nº 4, de 05.09.12).

* 'Novos executivos deveriam ler O Príncipe'

 
CLÁUDIO MARQUES - O Estado de S.Paulo
 
Com experiência consistente no desenvolvimento de negócios para os setores de serviços financeiros e de meios de pagamento, Elvis Tinti acaba de assumir, aos 32 anos de idade, o cargo de CEO da Peela, empresa de soluções em meios de pagamentos pré-pagos. Antes de enveredar pelo estudo da economia e pelos caminhos corporativos, Tinti se formou em letras impulsionado pelo gosto por literatura inglesa. Agora, depois de ter passado por empresas como Grupo Linx, GetNet Tecnologia em Meios de Pagamento, Check Express e Nossa Caixa, ele se considera um gestor arrojado e pragmático. E recomenda a quem esteja começando na carreira de executivo que leia "O Príncipe", de Maquiavel, obra que contribuiu para a criação do conceito de Estado. A seguir, trechos da entrevista. 

Por que você acha que foi chamado para este cargo?

Eu participei do processo introdutório de alguns produtos que têm bastante semelhança com esse que comercializamos aqui - que é o gift card (um cartão de crédito pré-pago muito usado no exterior para presentear pessoas). A recarga de celular, por exemplo, é um produto que tem uma equivalência grande, por ser um pré-pago de alto volume financeiro comercializado no varejo. Participei da introdução desse produto no mercado com as operadoras, por intermédio das empresas pelas quais eu passei. E, além disso, eu venho de um mercado de meio de pagamento, de cartões convencionais, crédito, débito. Essa experiência de varejo versus conceito novo de produto pré-pago foi o que gerou a expertise necessária. Também pesou todo o aspecto estratégico que eu coordenei dentro de todas essas empresas pelas quais passei e que fizeram essa oportunidade aparecer e se concretizar. 

Qual é o seu desafio agora?

Eu tenho um desafio de rapidamente assumir uma nova função e uma nova postura dentro da empresa. Eu saí de uma situação na qual eu era demandado para uma na qual eu demando. E, ao mesmo tempo, eu tenho o desafio de ser visto como CEO, ter postura e ter uma apresentação diferenciada para eu me qualificar como CEO, para ter cada vez mais essa cadeira bem ocupada. O que eu vejo hoje é que as empresas vêm mudando, as hierarquias estão se achatando, principalmente na área de internet, exigindo que cada vez mais o CEO seja participativo, tanto na estratégia quanto na atuação do dia a dia, e a troca de ideias e a consolidação da posição se dá pelo resultado que a companhia gera. Naturalmente que cada um, como no futebol, ocupa uma posição no time, e o CEO, como técnico, tem a obrigação de coordenar bem esse grupo para poder vencer a batalha. 

Qual foi uma decisão marcante em sua carreira?

Num dado momento, eu peitei um projeto dentro de uma empresa em que eu trabalhava. Em uma negociação com um grande varejista, eu propus um modelo de negócio muito forte, pelo qual conseguimos estruturar uma oferta diferenciada praticando um preço abaixo do meu concorrente. Naquele momento, com a decisão de fazer uma proposta arrojada e de não ir para uma guerra de preços com o meu concorrente, corríamos o risco de perder uma operação de milhões de reais. E eu consegui fechar com o cliente, manter o cliente. Acho que minha postura foi fundamental para o fechamento daquele contrato, mesmo praticando um preço inferior, justamente porque eu consegui inovar na minha oferta, colocando uma outra forma de trabalho com aquele determinado produto. Acho que foi um momento marcante. 

Por que?

Porque dependeu muito da minha capacidade criativa de pensar um modelo de negócio diferente para um produto que era exatamente uma commodity, um produto igual, e conseguimos fechar o negócio simplesmente alterando o modelo de negócio. 

Ficou mais confiante?

Sem dúvida nenhuma. Fiquei bastante confiante. Era um momento em que havia uma guerra muito forte no mercado. Recarga de celular é um produto que não deixa de ser uma commodity. E trabalha-se com taxas, as operadoras pagam um determinado porcentual em cima do produto que você vende. Naquele momento, comecei a sentir que tinha um concorrente muito grande que foi para a guerra de preço, porque a estratégia dele era matar os adversários. Ele estava tentando conquistar a conta que garantia a nossa operação na época. Eu pensei que poderia perder aquela conta e se a perdesse seria uma derrocada, porque todas as outras contas veriam uma empresa perdendo um cliente para um concorrente e poderiam ir atrás dessa empresa. E no momento em que eu consegui vencer essa concorrência, sem dúvida nenhuma, a confiança que eu obtive a partir daí me ajudou a fazer crescer a receita da empresa e garantir a operação.
Você se formou em economia?
Meu primeiro curso foi letras. Fiz porque estava cursando inglês e me interessei por literatura inglesa. Fiz até o momento em que enxergasse qual curso eu efetivamente gostaria de seguir. Então, eu me formei em letras, no começo de 2001, depois fiz economia, me formando em 2006, e fiz um MBA que concluí em 2011 em gestão estratégica de negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Economia eu cursei na Fundação Santo André. 

Quais são os planos no novo cargo?

O plano especial é consolidar a marca Peela no mercado e permitir uma expansão muito rápida do nosso produto em todo o mercado brasileiro, seja através do varejo, do canal web ou do canal corporativo. Trabalhamos com um produto só, o gift card. Temos o compromisso de chegar a números bastante audaciosos no período de três anos. Nossa intenção é emitir mais de 1 milhão de cartões no período de um ano. O gift card é bastante consolidado nos Estados Unidos, mas no Brasil é um produto que ainda vem aparecendo. Tem um potencial de crescimento absurdo. 

Para dar conta de tudo isso, você acha que é arrojado?

Eu sou bastante arrojado. Meu perfil de vendas é bastante agressivo, o foco é no resultado. Então, a ideia é manter os pés no chão, a cabeça pode até estar no ar, mas os pés tem de estar no chão. E foco no resultado, foco em vender o produto que temos na prateleira, o foco é na escala. Então, o meu perfil é de fazer resultado, é gestão. Eu acredito não ser visionário naquilo que pode tirar o foco. Meu perfil é bastante pragmático. Eu acredito naquilo que o modelo de negócio comprova. Uma vez que foi criado um produto, que esse produto já tem venda, existe gente comprando, já tem preço e margem definidos, já existe previsão de rentabilidade, então é replicar esse modelo o máximo possível dos dois lados. Isto é, trazer, de um lado, uma prateleira de produtos bastante aderente e de alta relevância, e do outro lado, criar o maior número de canais de distribuição para poder distribuir esse produto. Então, o meu perfil é arrojado em cima daquilo que é voltado para o produto core. E sou uma pessoa agressiva em resultado.

Com quem você se identifica na literatura?

Gosto de Marcel Proust, porque ele relata muito bem o sentimento e os momentos da vida, consegue falar do sentimento, das sensações humanas, em qualquer tempo. É uma literatura transcendental. E gosto muito de Franz Kafka também.
Que livro de literatura você recomenda para quem está começando a carreira de executivo?
Olha, eu vou falar, eu posso até ser piegas, mas se tem um livro que eu gostei muito foi "O Príncipe", de Maquiavel. Acho que para quem quer, realmente, seguir uma carreira profissional, política, pública, privada, enfim, esse livro consegue ser muito atual. O autor tem uma literatura muito real para aquilo que as pessoas tem de entender e saber que elas vão viver normalmente em qualquer situação de relacionamento.

Você acha que isso o ajudou a ser pragmático?
Sim, sem dúvida nenhuma.

* Concurso literário CIEE-ABL

Até 30 de novembro ficarão abertas as inscrições para o 14º Prêmio Literário Escritor Universitário "Alceu Amoroso Lima" (Tristão de Ataíde), promovido pelo CIEE em parceria com a Academia Brasileira de Letras (ABL). Os trabalhos sobre o tema Por que a literatura de Jorge Amado faz sucesso também na televisão? devem ser enviados para a sede do CIEE, em São Paulo, Os três primeiros colocados receberão prêmios de R$ 6 mil, R$ 4 mil e R$ 3 mil. O objetivo é incentivar o gosto pela leitura em universitários e contribuir para aprimorar a comunicação oral e escrita, habilidades muito exigidas em processos seletivos de estágio nas empresas. Mais informações e regulamento no site www.ciee.org.br.

* Elas não estão no dicionário

O Humor de Luiz Fernando Veríssimo brincando com com erros de grafias de alguns vocábulos:

Marulho - Barulho do mar.
Marmúrio - Barulho longínquo do mar.
Blaguette - Pão com formato engraçado.
Zerossímil - Que não se parece com nada.
Enfradonho - Padre chato.
Triglodita - Muito, muito primitivo.
Pubicidade - Propaganda erótica.
Aptosentado - Aposentado que ainda poderia estar trabalhando.
Faxixista - Fascista com incontinência urinária.
Amigdalomania - Mania de ter amígdalas maiores que as dos outros.
Pedofiló - Que tem tara por rendas.
Flaternidade - Solidariedade entre flatulentos.
Missantropria - Horror a misses.
Errodição - Conhecimento falho.
Luanático - Louco pela Luana Piovani.
Andrógenio - Gay muito inteligente.
Diabúlico - Demoníaco mas preguiçoso.
Enfético - Enfaticamente ético.
Apocalipizicato - O que ouviremos no fim do mundo.
Thrauma - Aflição por não poder pronunciar o "th" em inglês.
Cornocópia - Abundância de maridos traídos.
Prolotário - Trabalhador enganado.
Hipérbola - Diz-se de quem está jogando um bolão.
Biotique - Farmácia natural bem transadinha.
Epiquete - Como se comportar em manifestações.
Sobarba - Atitude de um adolescente quando começam a crescer os primeiros cabelos no rosto.
Pradar - Bolsa falsa para presente.
Jungamento - Análise baseada nas teorias de C. G. Jung.
Sigmund Fraud - Obviamente um impostor.
Fetichina - Obsessão pela China.
Tse-tsenami - Uma invasão de moscas.
Retólica - Discurso infantil.
Coorrupção - Corrupção em grupo.
Torrismo - A proliferação de prédios altos.
Onirrico - Quem sonha com muito dinheiro.
Decionário - Dicionários inconfiável.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

ESCLARECIMENTOS SOBRE O TRABALHO DE UM VEREADOR:

Há quem vota e não sabe o que um Vereador deve fazer. E até cobra indevidamente.
Há quem se candidate e não sabe qual o dever de um Vereador e divulga que fará coisas que são deveres do Poder Executivo e não do Poder Legislativo!
Em campanhas eleitorais vemos muitos absurdos publicados e nos discursos de candidatos a Vereadores. Isso por culpa das desestruturas dos Partidos omissos às capacitações de quem se canidata. Candidaturas por motivos de amizades, de popularidades de lideranças comunitárias ou por simples molecagem (esse o lado pior da politicagem quando infiltram pessoas querendo apenas brincar de política ou bagunça social, "porque a política é uma palhaçada mesmo", como ouvi algumas pessoas canididatas falar llevando tudo para uma grande piada).
Há quem consegue eleição para o cargo mas age erroneamente, sem cumprir funções de legislador que é a real missão do Vereador e não de repassador de favores do Poder Executivo. Mas isso é culpa da falta de Educação Políitica.
Quem diz que um Vereador nada faz, às vezes se refere nesses termos sem saber que o papel dos vereadores classifica-se basicamente em legislar, fiscalizar, sugerir e representar (devemos cobrar quando eles não fazem isso e apenas são coniventes aos desmandos do Poder Executivo em troca de favores de empreguismos de amigos e familiares nos Departamentos, Secretarias, Fundações e Autarquias dos Governos).
Existe um círculo vicioso. Muitos eleitores votam na esperança de ter emprego e isso esperam o Vereador para o qual deu voto resolva. E quantas vezes ouvimos pessoas dizer, "o Vereador conseguiu emprego para mim"..
Vejamos como os Vereadores devem agir:

LEGISLAR

Os vereadores aprovam as leis que regulamentam a vida da cidade. Para isso elaboram projetos de lei e outras proposituras que são votados na câmara durante as sessões ordinárias ou extraordinárias. Aprovam ou rejeitam projetos de lei, elaboram decretos legislativos, resoluções, indicações, pareceres, requerimentos, elaboram o regimento interno da câmara e participam de comissões permanentes.

FISCALIZAR

O executivo (prefeito e secretários) comparece periodicamente à câmara, quando convidado, para prestar esclarecimentos aos parlamentares. Estes esclarecimentos podem ser solicitados por requerimentos. A fiscalização ocorre também, por meio da atuação nas comissões especiais e em prol do bom uso do dinheiro público, discussão e aprovação do orçamento anual e da Lei de Diretriz Orçamentária que planeja onde e como aplicar o orçamento do município e análise profunda do Plano Diretor.

SUGERIR

Nas questões em que os vereadores não possam apresentar um projeto de lei, por exemplo, eles têm a competência de alertar o executivo sobre determinada necessidade da população, estimulando as providências cabíveis.

REPRESENTAR

O vereador é, ao mesmo tempo, porta voz da população, do partido que representa e de movimentos organizados. Cabe ao parlamentar não só fazer política partidária, mas organizar e conscientizar a população. A realização de seminários, debates e audiências públicas são funções dos parlamentares que contribuem neste aspecto, pois funcionam como caixa de ressonância dos interesses gerais.

- Dia-a-dia do gabinete:

Todos os dias, centenas de pessoas se dirigem aos gabinetes em busca de auxílio, de orientações, de informações e de prestação de serviços públicos. Algumas vezes apresentam denúncias sobre o não-cumprimento de um serviço público, por exemplo. Nessa hora, o Vereador entra em contato com a autoridade relacionada a esse serviço, em busca de uma solução. A população também procura o Vereador porque tem interesse na criação de uma determinada lei, que pode ser encaminhada pelo Vereador para que seja apreciada pela Câmara.

O parlamentar, como parte de seu mandato, exerce suas funções também fora das salas do legislativo, seja visitando as comunidades ou participando de discussões sobre temas municipais em eventos fora da Câmara. Mas, em grande parte do tempo, estão nos gabinetes, nas comissões técnicas ou em plenário, onde são apreciados e votados a maioria dos projetos que podem se transformar em leis municipais. Do ponto de vista estrito da Constituição Federal, o vereador pode: 

• Aprovar, emendar ou rejeitar o projeto de orçamento do município, que é de iniciativa do Executivo. 
• Definir de que forma o solo urbano deve ser ocupado: altura dos prédios, uso residencial ou comercial etc. 
• Fiscalizar permanentemente atos do governo – acompanhar e denunciar irregularidades da administração municipal ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Exemplo: acompanhar o resultado das licitações, empenho e pagamento das firmas contratadas; acompanhar como o dinheiro é aplicado e verificar a qualidade dos serviços. 
• Criar normas gerais sobre concessão de serviços públicos. 
• Conceder títulos de homenagem aos cidadãos. E o vereador não pode: 
• Alterar a estrutura administrativa da Prefeitura. 
• Gerar despesa pública fora do orçamento. 
• Legislar sobre assuntos de competência do Estado ou da União.

domingo, 15 de julho de 2012

* O que defendo mudar na política local

O Marketing politiqueiro leva o eleitor a ver somente o nome do candidato cabeça de chapa. Ou seja, o marketing faz "a imagem" fabricada ou não de quem se candidata a Prefeito. Essa estratégia é base para os enrolamentos sobre as coligações e assim a maioria dos eleitores não percebem os conchavos, tramoias das negociatas (que são tão obscuras) de muitas coligações.
Desta forma se deixam de lado as realidades conjunturais das coligações. Há muita gente votando sem analisar quem se uniu na luta pelo poder.
E tudo se resume mais a luta pelo poder. As ideologias e os projetos que deveriam surgir de análises juntamente com lideranças populares dificilmente existem.
Outra estratégia é afastar a atenção dos eleitores das bases ideológicas e história dos candidatos e Partidos coligados. Falando somente sobre o candidato, esses pontos primordiais deixam de existir pela influência da propaganda ilusória e alienante que nubla o entendimento dos eleitores.
E quando querem pisar no nome de um candidato, inicialmente espalham acusações de "radicalismos" dele ou que sempre foi brigão e não tem como "negociar" com ele.
Ora, se alguém mantém posicionamentos sobre tudo que seguiu desde início da carreira política e é chamado de radical, eu creio ser um grande elogio. Isso mostra que ele nunca traiu princípios éticos e mantém posicionamentos de lutas sociais. Sempre quem se mantém fiel às lutas em prol das bases sociais e não negocia com as forças econômicas e de repressão social é chamado de "radical" (vocábulo que provém de "raiz", de fidelidade à raiz de lutas). Raros são os radicais.
E ao observar os desmantelos e saladas indigestas fabricadas pelos golpes politiqueiros usurpadores do poder, melhor é ovacionar "os radicais".
Um exemplo do que falo é como algumas pessoas ligadas a forças políticas ditas "poderosas" estão impingindo à Antonio DE Castro, sem ter o que dizer dele. E por pertencer a uma coligação resistente ao poder econômico e às forças de repressão social, o chamam de radical. Usam assim essa estratégia de manter os eleitores centralizados somente "no candidato".
Se Antonio de Castro é radical por seguir fielmente o que sempre defendeu e não traiu os princípios norteadores de ideologia defensora da igualdade, liberdade e fraternidade, então isso não é acusação sensata. Procurem outra falha nele porque o estão elogiando.
E porque se preocupar com ele se é candidato sem dinheiro para campanha? (que situação chagamos quando quem é pobre é fonte de gozação e pobres são influenciados para votar em campanhas milionárias).
Mas por trás do nome de um candidato tem uma conjuntura política e econômica de interesses de usurpação do poder pelo poder de ter mais ou em prol de ideologia libertadora popular.
Antonio de Castro é representante de uma coligação do PCB com o PSOL, Partidos mantenedores de posicionamentos em prol da justiça social e libertação dos oprimidos e não se uniu em suas Histórias com acordos traidores do povo! Então se a única acusação contra alguém é chamar de radical por se manter fiel a esses princípios repito que o elogiam.
Se o criticam porque ele sempre criticou muito quem trai princípios defendidos em palanques é outro ponto frágil. Estão fazendo o bom nome dele, não é destruição da imagem do homem polemizado por quem gostaria de ter apoio dos Pardidos que o apoiam.
Acho interesante como os próprios opositores fazem os nomes de quem dizem fazer oposição (será que são opositores?), como fizeram com o nome de João Bezerra, que foi mais divulgado por quem si dizia e se diz opositor a ele.
E assim Antonio de Castro ganhou marketeiros gratuitos: os opositores dele que o propagam nas conversas de bares, de esquinas e nas rodas de fofocas tendo ele como fonte de gozações "porque não tem grana para campanha" (algo que disseram também do Prof. João, mas atualmente diante dos acordos feitos não pode mais ser atacado sobre a questão financeira)...
Quando vemos uma coligação data "radical" como esta do PCB e PSOL que lançou Antonio de Castro para Prefeito, não devemos ver "o candidato", mas as popostas dos  Partidos porque ao ser "radical" já diz tudo, pois se conversará fiel ao que propor e tudo dito pelo candidato provém de estudos e consenços dos Membros dos Partidos. Tudo é resolvido pelo "grupo" que forma a Coligação.

Mas os eleitores são levados a não ver "o conjunto" da coligação como citei acima.

A politicagem vem há tempo qurendo levar o povo a desacreditar no conjunto das uniões partidarias, algo que facilitam aos maldosos que usam os partidos osmetne como legendas eleitorais e próprio usufruto. E ainda transformam campanhas eleitorais semelhantes a jogos de futebol onde o imprtante é ganhar, sem importar com quem se una e que jogadores "comprem para o time" (dando espaços para as venalidades dos leilões e acordos dos "toma lá dá cá", pois todo acordo nesta forma coloca em jogo espaços no poder, benefícios diversos, sem compromissos éticos e técnicos, pois o importante é ter cargos e poder sem levar em conta as capacitações; fundamentos para o caos que nossas comunidades se afundam cada vez mais).

Há quem deveria mudar discursos sobre "o importante é tirar o Prefeito". Eis outro grande erro. O maior mal não é o prefeito mas um conjunto de fatore a ser observados desde a campanha eleitoral (novamente aí esta ã intenção do marketing que esconde tudo dos eleitores).
Deveriam lutar por renovações de propostas e projetos compromissados e com bases em realidades e não em ficções de sonhos megalomaníacos impossíveis de realizar.

Palmares precisa de novos rumos políticos de campanhas eleitorais também. Que as lideranças deixem de lado ataques pessoais e mostrem porpostas convincentes. E não perder tempo sobre a ficha suja dessa ou aquela pessoa. Os seres humanos mudam e quem se diz "ficha limpa" pode se transformar em ficha suja ao chegar no poder! Somente se conhece quando está no poder. Fora do poder, principalmente durante a campanha todos são bons e cheios de boas propostas e boas intenções! Vimos isso ocorrer em nível nacional e até em nosso município!
Há outros candidatos que precisam ser ouvidos e precisam manter uma linha de propostas.
O Prefeito Beto enfrentou durante a administração enchentes, desarticulações de equipe, mas ele tem oportunidade de mostrar suas propostas até mesmo de renovação. César Romero já foi adminsitrador do Município da Água Preta e terá oportunidades de mostrar propostas para renovar Palmares. Zé Otavio vem fazendo ações nas comunidades há alguns meses com inteção de ser Prefeito (mesmo estando há dezenas de anos longe de Palmares disse que veio para governar o Município e tomou como base ações da ONG Sos Polis, na maior pre camapnha que Palmares já viu) e também tem direito de mostrar as propostas dele.
Somente espero que esses candidatos não se prendam a críticas e achincalhamentos aos outros e que mostrem projetos e propostas plausíveis em prol do desenvolvimento do nosso Município. Até mesmo Antonio de Castro precisa  mostrar os objetivos desenvolvimentistas para Palmares porque ideologia é bom ter, mas ficar falando somente nas bases filosóficas do PCB e PSOL não convence aos eleitores. No Século atual a maior revolução é a Educação do povo. Espero que essa coligação PCB e PSOL cumpra o prometido na Convenção deste ano e faça um trabalho de educação política nesse pleito eleitoral. E atacar outros candidatos esquecendos mostrar propostas não é educar os leitores.
E quanto aos outros, como escritor e artista comprometido com a História, eu estarei pronto para cobrar o prometido e o que prometerão. Eles passam, passarão e a Arte registrará a História!

Os candidatos são os responsáveis diretos pela paz nas comunidades durante esse período que estamos. Eles que promovem a paz ou as refregas insensatas (no final o povo é usado pois as cúpulas sempre se unem e se entendem). Quantos militantes e simpatizantes brigam e arriscam a vida para depois verem aqueles "inimigos de palanques" como reles atoresde uma farsa grotesca, pois se unem na próxma eleição.
Palmares vive um período de traições a princípios e ideologias. Esses esquemas de marketings que levam as pessoas a não mais seguir ideologias, apenas fragilizam um povo e faz nossa gente perde identidades. Como fizeram com muitos Partidos Políticos que estão sem identidades e são usados apenas como legendas eleitoreiras. Quem perde vinculos com ideologias e tem apenas compromissos com os acordos politiqueiros (onde o povo é somente "um detalhe a ser esquecido", como dizia um personagem de Chico Anysio), mais facilmente  trai promessas de campanha e usará mais facilmente os eleitorres ludibriados pela falsas propagandas.
Atualmente em Palmares não há vestígios de reais boas intenções em quem ataca quem segue princípios éticos e não se vende às forças repressoras.
Será que todas essas pessoas são realmente opositoras de quem dizem fazer mal ao Município quando desrespeitam ideologias que no passado se diziam fiéis e hoje se entregaram a quem eram opositores ferrenhos? Até onde conservam uma oposição e até que ponto a venalidade comanda suas mentes gananciosas pelo poder do mando político governamental?
O maior absurdo é ouvir jargões influenciadores como o tipo "não votarei em quem não tem grana". Traição a si próprios porque votar em quem tem dinheiro é colocar no poder quem não tem compromisso com os pobres.
Há quem se  diga pobre e está gastando muito. Começando antes mesmo das Convenções (quando muita gente vai interessada em participar em militâncias ou nos benefícios cedidos pelo poder).
O povo vítima do desemprego e desequilíbrio da distribuição de renda na sociedade. O povo vítima desses que não promovem nem promoverão projetos de libertação popular (real geração de emprego e renda e autosustentabilidade), pois povo liberto escolhe próprios rumos e não tem interesse de manter no poder esses depredadores do erário ou bem público.
Bem aventurados que cultuaraem a paz e a amizade acima de tudo, pois isso é o que se leva deste mundo. Sejamos amigos!


Jaorish