quarta-feira, 31 de outubro de 2012

* Paulo Bezerra é premiado na Rússia

Paulo Bezerra, responsável por traduções para o português de obras clássicas russas, foi agraciado com a medalha Puchkin, dada pelo governo da Rússia a personalidades que ajudam a difundir a cultura do país. A entrega, marcada para 4 de novembro, não contará com a presença do brasileiro. Ao invés disso, uma cerimônia deve ser realizada em Brasília. No dia 5, o tradutor participa da abertura do Encontros de Literatura Russa, promovido pelo Centro Universitário Maria Antonia e pela editora 34, que publicou alguns de seus principais trabalhos, como Crime e Castigo e Os Irmãos Karamazov, de Dostoievski. Boris Schnaiderman também já ganhou a medalha.

domingo, 7 de outubro de 2012

* O voto sóbrio e coerente



Corrupção não é somente roubar, desviar verbas públicas. Inicia com a mentira, o conluio com políticos desonestos e que levaram governos à falência. Corrupção começa com falácias de projetos impossíveis e nas promessas não cumpridas.
Eleição não envolve analisar somente o nome de algum candidato em jogo, mas toda equipe de campanha eleitoral que com certeza futuramente fará parte do Governo. 
Observe bem não somente a vida pretérita do seu candidato, mas também de quem o acompanha. 
Analise se há coerência na união de Partidos que formam a coligação do seu candidato. 
Não contribua para eleger balaios de serpentes que futuramente vão querer devorar umas as outras e o povo de sobremesa!
Analise também os demais candidatos aliados, pois o prefeito não governa sozinho. Verifique se eles já estiveram envolvidos em algum escândalo ou outro tipo de crime.
Observe se na proposta do Programa de Governo do seu candidato se há promessas muito fantasiosas. Esse tipo é o mais perigoso (há candidatos que prometem obras que não realizarão em 10 anos), não se encante com belas palavras e panfletos bonitos.
Questione o candidato sobre as medidas que irá adotar para cumprir sua promessa, pois prometer é muito fácil.
Busque informações sobre o candidato na internet. Os site do TRE, TSE e outros de notícias podem ajudá-lo a conhecer um pouco mais sobre o possível futuro prefeito.
Há candidatos a vereador que expôe projetos de Prefeito. Esses que não sabem o significado de um mandato legislativo e propôe projetos que são de ação do Poder Executivo (Vereador nunca fará uma praça, nem Hospital e nem asfaltará sua rua; legislar é cuidar do cumprimento do que foi prometido na campanha e fiscalizar o trabalho do Poder Executivo; legislar é criar e aprovar Leis, Emendas e exigir cumprimento da Constituição e intervir a favor das comunidades carenes).
E se você cobra Ética dos Políticos, seja o primeiro a ter Ética, não vendendo seu voto!
Use seu voto como arma de mundanas sociais em prol do desenvolvimento sustentável.
O voto não tem preço. Voto tem consequências que durarão 4 anos e a vítima do voto mal feito será você e toda sua comunidade!
 A sabedoria de uma idosa me repassou certa vez que entrar na política é igual a
mergulhar num lamaçal. E essa afirmação foi há muito tempo!
Cuidado com quem se candidata e ao invés de conquistar votos com propostas, reserva mais tempo a falar da vida dos opositores. Há um aforismo popular que diz, "quem joga fezes nos semelhantes é o primeiro a se sujar!"
Observe se o candidato usa expedientes desonestos durante a campanha, tais como compras de votos através de repasses de favores. Esse tipo de candidato fará de tudo para se ressarcir do que gastou na campanha, através de desvios das verbas públicas. E você sabe que quem sustenta o poder público são nossos impostos!
Cuidado com quem gasta muito em campanhas eleitorais. São candidatos comprometidos com grandes empresários que depois sugarão os cofres públicos em troca desses respasses financeiros nas campanhas eleitoras.
Quem se elege para cargos públicos se torna um servidor do povo porque é pago com verbas provindas dos nossos impostos. Mas existem políticos que não aprendem isso e após eleitos tratam mal as pessoas, se tornam truculentas mudando totalmente o jeito de agir sob a influência da vaidade e megalomania. Esquece que está no cargo por um periodo de um mandato passageiro.
Há quem diga que tudo terminará no dia da eleição. Discordo. Domingo dia 7 de Outubro será apenas o início de outro capítulo do thriller tragicômico de mais uma etapa eleitoral (logo após as eleições iniciam novas campanhas)!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

* Não cansarei de reivindicar os Direitos de Saúde auditiva da nossa gente!

O que reivindiquei, reclamei sobre poluição sonora foi direcionado a todos os candidatos que desrespeitaram a saúde auditiva dos cidadãos. Atendi pedidos de vizinhos (idosos e recém nascidos que têm audição sensível e necessitam repousar), da minha família (minha mãe é hipertensa).
E inseri na programação da Webradio colmeia Grucalp vinhetas do Ministério Público sobre questões concernentes ao assunto abordado. Além de colocar observações sobre os exageros de volumes sonoros de carros de sonorização, na linha do tempo de candidatos. 
Quem me acusou de agressão não reconhece que agredido é quem tem os direitos de saúde e de privacidade invadidos. Poluição sonora prejudica a audição, o sistema nervoso, o sistema digestivo, como comprovado por especialistas e até as recomendações do Ministério Público em vinhetas e vídeos expicam!
Tudo que defendi foi centralizado na Lei. 
Vejam os artigos publicados pelo site do Ministério Público de Pernambuco:
Alerta contra poluição sonora

Em medida preventiva para impedir os abusos e irregularidades repetidamente provocadas nos pleitos eleitorais, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu, ontem, recomendação aos candidatos, coligações, proprietários de carro de som e coordenadores de campanhas, no Recife - que pretendam realizar propaganda eleitoral por instrumentos sonoros -, na qual adverte para que se abstenham de instalar alto-falantes, cornetas ou qualquer fonte de ruídos em área pública.

A orientação do MPPE abrange o uso de caixas de som, aparelhos musicais ou equipamentos sonoros de qualquer natureza em veículos em geral, exceto se houver autorização do Poder Público, inclusive do órgão de trânsito municipal. A recomendação baseia-se, principalmente, na instrução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a propaganda eleitoral das eleições de 2012, especificamente nos artigos sobre condutas ilícitas em campanha. Os infratores podem ser enquadrados nas penas do Código Eleitoral.
Confira isso e muito mais no site http://www.mp.pe.gov.br/index.pl/clipagem20121107_alerta 
E outro alerta sobre poluição sonora na Mata Sul de Pernambuco: http://www.mp.pe.gov.br/index.pl/31072012_barreiros_sojos

Segundo o texto, eu ou qualquer outro cidadão poderia denunciar quem fizesse baderna sonora, porém eu quis resolver com o diálogo, não entrei com ação de queixa judicial. Eu não quis denunciar nem prejudicar nenhuma campanha eleitoral e apenas fiz uma divulgação para que o esclarecimento vigorasse.
Inicialmente não citei nenhum nome, apenas preveni que se a poluição continuasse, eu citaria nomes, até que um dia comecei a citar, sem paixões partidárias!

Portanto, ridículo esse expediente de militantes ou simpatizantes desse ou daquele candidato se fazer de vítima e dizer que eu ataquei eles. Atacam aqueles que infigem a Lei! E continuarei reclamando!
Os candidatos que incomodaram foram tão mal educados que não leram as observações e as Leis que publicamos e divulgamos em postagens aqui no facebook e nos blogs, e não seguiram recomendações para evitar exageros.
Não tenho vínculos com nenhum deles e não temo reclamar sobre a falta de educação, desrespeito gerado no atual pleito eleitoral. Principalmente de quem tem como slogan o RESPEITO e a EDUCAÇÃO e todos se dizendo defensores da LIBERDADE e Direitos da nossa gente.

Eu viajei para cidades onde durante período de campanhas eleitorais há total respeito. Pude telefonar, conversar nas calçadas tranquilamente, enquanto carros de sonorizações de propaganda política passavam sem incomodar, respeitando o limite de decibéis dos volumes sonoros.
Se em alguns lugares poderia ocorrer isso, então porque em nossa cidade não poderia? Desta forma estamos vendo um caos de desmandos e desobediências e desrespeitos. E são essas pessoas que almejam liderar nossas comunidades?

Políticos como qualquer líder devem educar ao povo e não estimular exaberbações.
Políticos como qualquer lider devem exemplificar e não ser os maus exemplos de desrespeitos às Leis e aos Direitos prementes de saúde e invasão de privacidade, quando forçosamente seus sons ensudecedores penetram nossas residências, tirando nossa tranquilidade, numa agressão impedindo telefonemas, conversas, assistir tv, ouvir nossas preferências musicais e transformam nossos ouvidos em penicos!
Aos exaltados fanáticos que comentam nossas postagens com piadas e achincalhamentos, nossa compreensão porque são vítimas da falta de educação e sem oportunidades culturais. São fantoches dessas estratégias mesquinhas de marketing manipuladoras de uma gente carente de educação política e por este motivo fácil de se manipulada e levada nas folias mascaradoras das reais intenções e elucubrações golpistas socio politiqueiras!
 
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

* A História se repete e a Cultura continua desprezada!

Em 2008/2009, quando a Rede Social Facebook não era tão usada em Palmares, e já era usuário dela, além de outras (sempre estive ativo nas novidades na web, além de manter blogs e sites como administrador do Jornal O Olho e da Colméia Das Letras), comentei como as campanhas eleitorais se tornaram de mal gosto em Palmares. 
Critiquei os slogans pessimistas e de cunho opressor. E vejo que não adiantou criticar. Faltou sensibilidade de criatividade ao se repetir coisas anteriores.
Não estou aqui fazendo alusão a favor nem contra esse ou aquele candidato. Mas falo de usar símbolos de repressão: Em 2004 o povo escolheu um candidato que usava como símbolo um NÓ (nó aperta, é símbolo de forca, de amarramento, portanto uma repressão;
um é um método de apertar ou segurar um material linear como a corda por amarração e intrelaçamento.). 
 Foi ano quando houve polarização entre o NÓ e a MOENDA (Nome genérico dado a todo instrumento que mói; mó, moinho; Ação de moer ou triturar; moedura, moagem). 
O NÓ aperta e a moenda esmaga. Dois símbolos negativos que não expressam mensagens de bem comum, mesmo tendo uma mensagem bonita da coligação de Fernando Carvalho falando sobre uma CORRENTE DO BEM! Mas os eleitores escolheram votar no que apertava, o NÓ!
Em 2008 novamente o poder econômico ativou o símbolo da MOENDA que ganhou o pleito. E naquela coligação vi gente metida a intelectual, professores e outros profissionais de perfil instruído, estimulando o povo a moer. Moer é esmagar, transformar em bagaço como diz o popular. Queriam mesmo moer, esmagar um Município? Coisas que o povo não pensa, não raciocina porque é levado pela folia, pelo barulho mais ensurdecedor, caos politiqueiros que nossa gente está senso levado. Mesma gente que era levada a seguir um bloco de nome POEIRA (povo que gostava se ser chamado "poeira" que para o bom entendedor é o que se joga fora, resto, lixo que se varre, mas se divertia e adorava).
 Mas o que esperar de um povo que não tem educação e cultura desenvolvidas? Na realidade o poder dominante poda o Movimento Cultural porque quer o povo assim fácil de ser controlado, sem raciocinar sobre os símbolos e é levado por qualquer folia. Campanhas eleitorais que se polarizaram, se perderam nas folias, deixando de lado as propostas desenvolvimentistas que não são mais tão analisadas pelos eleitores levados pelo marketing ensurdecedor do candidato que fizer mais barulho transformando nossos ouvidos em penicos!
No pleito atual vejo que maioria dos Partidos que defendia MOER PALMARES, está noutra coligação defendendo o 40, que aglutina a turma do NÓ, outra turma que defendia A PAZ em idos de 1988, 1996, 2000. Eles era opositores e agora se pacificaram. Mas a baderna continua pelo estilo de campanhas e dizem que querem DESATIVAR A MOENDA do Prefeito.
O 40 que foi atado pelo NÓ, tomou como base o símbolo do Professor (e esperávamos que educasse nessa campanha, porém muitos artifícios mal educados foram usados nesses 3 meses, principalmente nas mensagens ensurdeceras dos carros de sonorizações desrespeitando Leis contra poluição sonora). O 12 da moenda pede para continuidade da administração e continua mandando os eleitores moer, também fazendo muito barulho nas ruas (polarização forçada através do barulho e das folias entre o 12 e o 40 e os ouvidos dos cidadãos eles não assumirão tratamentos das futuras enfermidades auditivas derivadas dessa poluição).
Porém este ano temos outras opções: o 21 comunista teimando num discurso porta a porta querendo convencer que será o único limpo e reformador político administrativo; o 17 antes defensor do NÓ e agora com discurso defendendo liberdade; e o 31 com discurso em prol da união comunitária e desenvolvimento sustentável.
Hoje, último dia para Comícios e barulhos nas ruas, ouvimos carros de sonorizações conclamando eleitores para sair de laranja (cor do 12), de vermelho (cor do 40), de amarelo (cor do 31) e de azul (cor do 17). O 21 pede o branco, cor da paz, como ele se vestiu no dia do debate, colocando apenas uma gravata vermelha por ser do PCB (uma surpresa levada pelo uso do vermelho pelo 40, não restando outra opção para o 21).
No final, tudo faz parte do mesmo arco íris das disputas políticas que futuramente não sabemos quem estará junto ao outro, pois as surpresas surgem como ocorreu este ano quando grande parte da turma do NÓ se juntou à maioria das lideranças partidárias que em 2008 apoiaram e fizeram parte do Governo da MOENDA!
Restam aos eleitores as escolhas ao analisarem onde estão as boas intenções, os oportunismos e dividir os falseadores dos sinceros honestos. Mesmo sendo muito difícil ao ler e ouvir as propostas dos discursos e programas de propostas de governos. Todos se dizem defensores do povo e mostram "boas intenções".
Mas governo é como casamento, só sabemos se será bom ao conviver. E campanha é igual a namoro, quando os casais apenas querem agradar uns aos outros! 
O leitor analise onde há reais casamentos e onde há promíscuos "swings partidários"! Porém há gosto para tudo. Quem tem estômago que aguente!
Nunca antes Palmares (PE) teve essas variadas opções! Mas infelizmente impera o poder econômico que manipula a escolha dos eleitores encomendando pesquisas indutoras do voto e a exploração da carência da miséria do povo carente de educação, cultura e de emprego e renda (principalmente o desemprego é importante nesses momentos de angariar votos e por este motivo as propostas de emprego e renda são relegadas ao esquecimento, não incentivam projetos que libertem o povo da miséria, somente dão prioridades aos programas clientelistas e mantenedores do atrelamento da nossa gente carente às máquinas governamentais, como o BOLSA FAMÍLIA e outras politicagens populistas).
Mas as pesquisas direcionam os eleitores para escolher entre o 12 da MOENDA e o 40 que abriga os que defenderam o NÓ! Novamente eles se digladiam!
Mas esse pleito eleitoral 2012 serviu para as máscaras caírem. Infelizmente poucos eleitores vêem que máscaras são essas! Mas quiseram assim mesmo, por este motivo desprezaram tanto a cultura que faz o povo pensar e questionar! 
"Esse não é meu reino!"
"Pai! Perdoai esses que não sabem o que fazem!"
 Jaorish 
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

* Um exemplo de vida e luta para evoluir!

Joaquim Benedito Barbosa Gomes


Ministro Joaquim Barbosa

* Paracatu, MG – 7 de outubro 1954 d.C

Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.
Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993.
Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.
Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).

Principais posições
Demonstra defesa incondicional em certas questões. É o único ministro abertamente favorável à legalização do aborto; é contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente, ou de presidir inquéritos policiais. Defende que se transfira a competência para julgar processos sobre trabalho escravo para a Justiça federal.
Defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo. Restringe ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade. A posição do ministro, todavia, é criticada por advogados e pela Ordem dos Advogados do Brasil,[6] sob o fundamento de que despachar com os magistrados é um direito dos advogados, conferido pela Lei 8.906/94, cujo art. 7, inciso VIII preceitua ser direito dos advogados: “dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada”.
O ministro Barbosa diz ser, também, contra à suposta prestação preferencial de jurisdição às partes de maior poder aquisitivo (“furar fila”). A postura do ministro também tem sido criticada pela OAB, sob o fundamento de que, por vezes, situações de urgência realmente justificariam a inversão da ordem dos julgamentos.
Barbosa opõe-se, também, ao foro privilegiado para autoridades.

Atuação no STF

Mensalão
Assumiu em 2006 a relatoria da denúncia contra os acusados do mensalão feita pelo Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza. Durante o julgamento defendeu a aceitação das denúncias contra os quarenta réus do Mensalão, o que foi aceito pelo tribunal. O julgamento prossegue no Supremo, pelo menos até 2010, podendo até reverter o fato histórico de o STF, desde sua criação em 1824, nunca ter condenado nenhum político.
Em artigo comentando o julgamento, a Revista Veja escreveu: “O Brasil nunca teve um ministro como ele (…) No julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo e o PT) no banco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela – ele, o negro que fala alemão, o mineiro que dança forró, o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris”. Segundo a Veja: “O ministro Joaquim Barbosa, mineiro de 52 anos, votou em Lula, mas foi implacável na denúncia do mensalão (…)”
Nas 112 votações que o tribunal realizou durante o julgamento, o voto de Barbosa, como relator do processo, foi seguido pelo de seus pares em todas as ocasiões – e, em 96 delas, por unanimidade.

Ronaldo Cunha Lima
Foi de sua iniciativa a abertura de processo contra o deputado Ronaldo Cunha Lima, decisão considerada histórica, pois foi a primeira vez em que o STF abriu processo contra um parlamentar. No dia seguinte, Cunha Lima renunciou ao mandato para escapar do processo, o que provocou duras críticas por parte de Joaquim Barbosa.

Células-tronco
No polêmico julgamento das células-tronco, Joaquim Barbosa votou a favor da liberação de seu uso para fins de pesquisas.

Gilmar Mendes
Em 22 de abril de 2009 o ministro Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa discutiram na sessão plenária do tribunal. Barbosa, vocalizando a posição de considerável parte da opinião pública, acusou o presidente da Corte de estar “destruindo a credibilidade da Justiça brasileira” durante o julgamento de duas ações – referentes ao pagamento de previdência a servidores do Paraná e à prerrogativa de foro privilegiado.
Barbosa foi categórico ao afirmar: “Vossa excelência não está na rua, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”.
Disse ainda: “Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso”. Mendes se apressou em encerrar a sessão sem refutar nenhuma das acusações. O episódio lembrou um de agosto de 2007 no qual Barbosa acusou Mendes de estar dando um “jeitinho”, através da Questão de Ordem, que seria um “atalho para se obter um resultado inverso ao que foi atingido ontem”. Neste debate eles já tinham utilizado a expressão “dar uma lição de moral” um contra o outro.
No dia 24 de abril, Barbosa foi saudado e fotografado por dezenas de pessoas durante e após almoço com três amigos no tradicional Bar Luiz, na rua da Carioca, no centro do Rio de Janeiro. Um colega da Procuradoria da República garantiu que Barbosa “está bem, feliz e sem nenhum arrependimento”. No mesmo dia, em Brasília, em grupo de cerca de dez pessoas, simpáticos à posição de Barbosa, protestou contra Mendes.
Os manifestantes levaram uma faixa com a inscrição “Miss Capanga” para colocar na estátua de Têmis em frente à sede do STF, mas foram impedidos pelos seguranças do prédio. Também estenderam faixas com as frases “Gilmar, saia às ruas e não volte ao STF” e “Gilmar Dantas, as ruas não têm medo de seus capangas” – em referência às acusações de Barbosa e aos dois habeas-corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, após a Operação Satiagraha.
* “Vossa Excelência está destruindo a justiça desse país. (…) Vossa Excelência não está na rua, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. (…) Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar.”
- Joaquim Barbosa durante discussão com Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, numa sessão plenária do dia 22 de abril de 2009.
- Fonte: O Globo
* “Enganaram-se os que pensavam que o STF iria ter um negro submisso, subserviente. (…)”
- Fonte: Folha de São Paulo

Atuação no TSE
Tomou posse como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral no dia 6 de maio de 2008, sendo o presidente o Ministro Carlos Ayres Britto.
No mais polêmico julgamento desde que tomou posse no tribunal, Joaquim Barbosa votou a favor da tese de que políticos condenados em primeira instância poderiam ter sua candidatura anulada, sendo porém voto vencido nesta questão.
Em 17 de novembro de 2009 o ministro Joaquim Barbosa, em virtude de problemas de saúde, anunciou sua renúncia ao Tribunal Superior Eleitoral, do qual seria presidente a partir de abril de 2010.

Perfil
O ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, é mineiro de Paracatu (MG), onde cursou o primário. Mudou-se para Brasília, onde cursou o segundo grau e o curso de Direito. Desde cedo se interessou pelo estudo de línguas estrangeiras, com cursos no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha.

Início da vida profissional
Iniciou sua carreira profissional como compositor gráfico do Centro Gráfico do Senado Federal e, em 1976, fez concurso para Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. De 1979 a 1984 foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e depois chefiou a Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde (1985-88).

Formação acadêmica
[ad#Retangulos - Direita]Paralelamente ao exercício de cargos no serviço público, Joaquim Barbosa manteve estreitas ligações com o mundo acadêmico. É professor licenciado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ensinou as disciplinas de Direito Constitucional e Direito Administrativo. Foi Visiting Scholar (1999-2000) no Human Rights Institute da Columbia University School of Law, em Nova Iorque, e na University of California Los Angeles School of Law (2002-2003).
De 1980 a 1982 se tornou mestre em Direito e Estado pela Universidade de Brasília (UnB). O ministro cumpriu ainda extenso programa de doutoramento de 1988 a 1992, o qual resultou na obtenção de três diplomas de pós-graduação. É doutor e mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas).

Obras literárias
É autor das obras “La Cour Suprême dans le Système Politique Brésilien”, publicada na França em 1994 pela Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence (LGDJ), na coleção “Bibliothèque Constitutionnelle et de Science Politique”; “Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade. O Direito como Instrumento de Transformação Social. A Experiência dos EUA”, publicado pela Editora Renovar, Rio de Janeiro, 2001; e de inúmeros artigos de doutrina.
O ministro Joaquim Barbosa é um assíduo conferencista, tanto no Brasil quanto no exterior. Foi bolsista do CNPq (1988-92), da Fundação Ford (1999-2000) e da Fundação Fullbright (2002-2003).
Como membro do Ministério Público Federal, atuou em Brasília (1984-1993) e no Rio de Janeiro, de 1993 a 2003, quando foi nomeado pelo presidente Lula, assim como seu colega Carlos Ayres Britto, para ocupar a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em abril de 2008 tornou-se ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde já desempenhava funções como ministro substituto desde 2006.

* Aprendendo com Joaquim Barbosa

Vamos enriquecer o vocabulário?

O Ministro Joaquim Barbosa (Supremo Tribunal Federal) utilizou um vocábulo interessante hoje, durante o julgamento que me fez relembrar como Painho (Telles Júnior) gostava de usar essa palavra.
O Ministro ao se referir à ex-funcionária de Marcos Valério, Geiza Dias, a descreveu como "mequetrefe" pela defesa dela.

Explicando:

O vocábulo mequetrefe é utilizado para insultar uma pessoa sendo o seu significado utilizado de três maneiras distintas: intrometido, trapaceiro ou sem importância. São seus sinônimos as palavras: melcatrefe e melquetrefe.
Indivíduo intrometido

Mequetrefe é o nome dado ao indivíduo intrometido que tem tendência a dar a sua opinião em assuntos que não lhe dizem respeito. Neste sentido, o mequetrefe é uma pessoa inconveniente com o mesmo significado popularmente atribuído ao abelhudo ou ao enxerido.

Indivíduo trapaceiro

Nesta situação, o mequetrefe é um trapaceiro que vive enganando as pessoas. Neste mesmo sentido, o mequetrefe é aquele indivíduo no qual todos os seguintes adjetivos se encaixam: sem caráter, mentiroso, malandro, biltre, canalha, intrujão, traste ou velhaco.

Indivíduo sem importância

Neste caso, o significado de mequetrefe alude ao popular “joão-ninguém”. É um sujeito sem nenhum prestígio social, sem nenhuma importância, ou seja, um indivíduo inútil para a sociedade.
Etimologia

A palavra tem origem controversa havendo quem defenda a sua origem do inglês make trifle (fazer coisas sem importância, sem valor); do árabe mogatref (sujeito petulante ou atrevido); ou até mesmo do português meco (indivíduo, sujeito) + trefo, trefe ou trêfego (enganador, astuto).

Bom aprender. Bom conviver com quem tem vocabulário de alto nível. Por isso é bom conviver com pessoas do setor judicial e outros profissionais que primam pela manutenção de alto nível vocabular!
Não evoluímos convivendo com quem não se esforça a progredir na instrução do idioma português que é riquíssimo, com vocábulos belos! Principalmente vemos pessoas que enriquecem e não se aprimoram intelectualmente. Isso é algo muito visto durante os discursos de palanques, onde é rara a veemência e a arte da Oratória é pisada até pelo calão!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

* Disputas eleitorais beneficiando artistas palmarenses! Oba!


Tudo de bom para os artistas de Palmares:
Essa disputa sobre músicas de campanhas eleitorais para mostrar que os artistas do Município apóiam esse ou aqluele candidato está bom para divulgar nossos valores muisicais! 

 Quem lançou músicas gravadas por artistas locais foi o 40, principalmente a última sobre O CORAÇÃO VERMELHO que uniu vários nomes do nosso cancioneiro popular.  E propagou que os artistas palmarenses estão com a chamada FRENTE POPULAR DOS PALMARES. Evidentemente uma  mensagem direta ao Prefeito 12 que desde 2004 usa como símbolo de campanha um coração e o slogan DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO.
Palmares agora tem os seguidores do CORAÇÃO VERMELHO (40) e do CORAÇÃO LARANJA (12).
Coisas naturais das disputas...

Seguindo a onda da concorrência, ontem no final do Comício na Praça Santo Amaro a Coligação do 12 lançou uma música gravada com artistas palmarenses e afirmou que os artistas de Palmares  estão com o 12 laranja.
Restam os outros candidatos gravar também músicas com corais feitos de cantores populares da nossa Terra dos Poetas, porque existem artistas em todas as coligações. Afinal aqui os talentos vicejam e anseio oportunidades e divulgações. Como os showmícios  são proibidos, então as oportunidades são gravar para  a barulhada nos carros sonoros e comícios. Então estamos aguardando que as outras coligações lancem músicas com corais feitos pelos artistas que apóiam elas! Sabemos que há artistas em todas as Coligações! Divulguem os talentos da nossa Terra dos Poetas!
 CÉSAR 17
ZÉ OTÁVIO 31
E dando oportunidades aos talentos da música palmarense, com certeza terão gravações de ótima qualidade, melhor que gastar milhões com artistas de  fora para  gravar coisas de baixo  nível e fazer nossos ouvidos de penicos!
Os candidatos César e Zé Otávio têm músicas bonitas e também têm músicas somente para o agito! Vamos nessa amigos! Juntem os artistas também! Daremos maior força!
Nessa disputa quem ganham são os artistas palmarenses porque têm oportunidades de serem divulgados.
Isso mostra como os artistas são importantes e não devem se impor e não se deixar levar pelas falácias farisaicas que somente querem enrolar  durante o período de campanha e depois desprezam o Movimento Cultural. 
Os  artistas precisam se colocar numa posição acima de todas essas disputas mesquinhas e se preservar evitando serem simples mercadorias de festas, eventos e campanhas. Os artistas devem se impor como vozes do inconsciente coletivo e construtores culturais, muito acima dessa mesquinhez politiqueira.


Ser Artista:
Sobreviver e ganhar condignamente pelo trabalho realizado. Jamais ser máquina de manobra e não se submeter a simples mercadoria de eventos passageiros.
Ser um guerreiro cultural. Jamais um recruta mercenário das fileiras da politicagem partidária.
Aceitar contratos e aproveitar chances sem ser oportunistas. Jamais ser mensageiros dos recados mesquinhos de quem depreda nossa cultura, somente usando citações dos nossos valores em discursos, porém depois traindo o que prometeu ao chegar no poder.
Impor a Arte com qualidade e honra. Jamais trair os interesses do bem comum!
Viver e sobreviver da Arte e pela Arte. Jamais se submeter às humilhações da ociosidade do  empreguismo politiqueiro.
Ser um arauto da Arte Libertadora transgressora. Jamais ser um baderneiro dos expedientes golpistas politiqueiros.
Abraços a todos.
Solidariedade aos artistas viventes pela Paz e Liberdade.
Luz e paz para todos!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

* Artistas não vendem votos em troca de contratos nas festas!

Acho errados esses ataques contra artistas, cobrando porque foram contratados pelo governo, em várias festas, e agora estão com outro candidato. Esse tipo de ataque é assumir diretamente a compra do voto ou o voto de cabresto. 
Festas patrocinadas pelo governo usam verbas públicas que não podem ser usadas em trocas de votos. Como qualquer repasse de dinheiro público não podem servir de meios de coações político-partidárias. 
Ao cobrar posicionamentos dos artistas em prol de quem os pagou é uso da verba pública em troca de votos. Um crime eleitoral! 
Os artistas são como outros profissionais que trabalham onde existem espaços e prestam serviços que não devem ser em trocas de votos. Não devem ser usados como uma mercadoria de festas. Não devem ser obrigados a apoiar algum político porque obteve patrocínios ou contratos. 
Os artistas que forem agredidos com essas cobranças têm Direitos de denunciar na Justiça por coação, cooptação, suborno eleitoral e compras de votos. 
Se alguém mantém o poder governamental e na época de eleição não têm apoios dos artistas, então analise e reconheçam os malefícios ocasionados à cultura para acontecer esse boicote de quem luta pela preservação de tradições e do patrimônio material e imaterial!
Quem não consegue agregar é porque não agradou. 
Em Palmares, por exemplo, existem artistas em grupos de apoios das várias facções partidárias e eles têm todo direito de defender seus candidatos. A liberdade de expressão e de escolha são Direitos Humanos inalienáveis! 

Enquanto isso, os artistas que claramente tomam posicionamentos divergentes a quem financiou as festas nas quais participaram, demonstram que não se deixaram comprar por tais contratos. Estão mostrando que nenhum cachê passageiro de uma festa compra um posicionamento que dependerá o futuro da Cultura do Município! 
Portanto, analisem bem o que explanei e deixem de atacar os artistas. Por outro lado, quem critica está enaltecendo aos artistas que não venderam seus votos! 
Sou artista e nunca me filiei a Partidos. Há 39 anos engajado no Movimento Cultural e sempre mantive uma linha de coerência crítica. Houve momentos quando participei ativamente em campanhas eleitorais, sem cobrar por isso e sem querer cargos em troca. 
Os políticos da minha Cidade sabem disso. Portanto tenho condições morais de falar sobre assuntos políticos. 

Não gosto de ataques aos artistas que mantém engajamentos políticos. Somente cada pessoa sabe onde o sapato aperta no próprio pé!

Vamos fazer uma política sadia sem ataques pessoais e COM RESPEITO, COERÊNCIA e RESPONSABILIDADE em prol DA PAZ por AMOR A NOSSA TERRA! Viva a Arte! 
Lutemos pela nossa Cultura! 
Político que não valoriza e não financia a cultura é truculento e cruel. Povo sem educação e sem cultura desenvolvida é mais fácil de ser enrolado pela politicagem. É um povo que não raciocina sobre a corrupção. 

LUZ E PAZ PARA TODOS! 
MINHA SOLIDARIEDADE PARA OS MEUS AMIGOS ARTISTAS, IRMÃOS DA LUTA CULTURAL 

www.jaorish.xpg.com.br




domingo, 9 de setembro de 2012

* Quando o filme é melhor que o livro

Cinema x Literatura »
 
Em agosto, completaram-se 10 anos do lançamento de um marco do cinema brasileiro: o longa-metragem Cidade de Deus, dirigido por Fernando Meirelles, com roteiro de Braulio Mantovani inspirado no romance homônimo de Paulo Lins. Em março, outra data celebrada foram os 40 anos da estreia do clássico norte-americano O poderoso chefão (The godfather), escrito e dirigido por Francis Ford Coppola com base no livro homônimo de Mario Puzo. Os dois filmes, apesar das muitas diferenças entre si, guardam algumas semelhanças que, se não explicam totalmente o sucesso que obtiveram mundo afora, apontam decisões que foram imprescindíveis para que ambos alcançassem tamanho êxito. Pensar essas escolhas talvez ajude a apreciá-los melhor, bem como o trabalho de seus realizadores.

É sabido que tanto Paulo Lins quanto Mario Puzo escreveram os respectivos romances a partir das próprias experiências, mesmo sem terem feito parte propriamente falando do que retrataram, como traficante no caso brasileiro e como mafioso no caso americano. Paulo Lins (1958), de um lado, morador da Cidade de Deus, cresceu com a deterioração do conjunto habitacional projetado nos anos 1960 para os flagelados das enchentes nas favelas cariocas. O ítalo-americano Mario Puzo (1920-1999), do outro lado, filho de imigrantes italianos estabelecidos em área pobre de Nova York, dedicou-se ao estudo da máfia e de seus costumes, matéria-prima de seus livros – inclusive, claro, O poderoso chefão.

Nas duas situações, portanto, submundos pouco conhecidos em seus meandros pelo grande público são desvendados por autores inseridos naquela realidade, ainda que não tenham participado dela diretamente. Com isso, a aproximação dos diretores com o universo que levaram às telas é mediado pelo romance desses escritores, o que estabelece um certo distanciamento. Minimizá-lo para o público foi um dos desafios nos dois projetos. Não por acaso, em Cidade de Deus optou-se por elenco com predominância de atores amadores, oriundos de favelas cariocas. Em O poderoso chefão algo semelhante aconteceu, porém de maneira mais sutil: o diretor e os atores principais, Marlon Brando e Al Pacino, são ítalo-americanos, assim como outras figuras secundárias da equipe.

Nos dois casos, contudo, havia outra dificuldade ainda maior que aproximar o público daquelas histórias: era necessário condensá-las para duas, três horas de filme. E neste ponto as escolhas dos roteiristas são brilhantes. O romance Cidade de Deus narra a trajetória de três décadas do conjunto habitacional, dos anos 1960 até os anos 1980, com centenas de personagens e episódios isolados. Selecionar os mais relevantes e, muitas vezes, fundir duas, três figuras ou situações do livro em uma do filme foi um recurso bem utilizado por Braulio Mantovani, dando ao longa-metragem uma coesão que o próprio livro não tem, excessivamente fragmentado em muitos pontos. Talvez por conta disso, trocou-se nas telas inclusive o nome dos personagens, em claro indicativo da transposição de literatura a cinema. No romance, Tutuca, Inferninho e Martelo; no filme, Alicate, Cabeleira e Marreco. No primeiro, Inho e Zé Miúdo; no segundo, Dadinho e Zé Pequeno. Pardalzinho e Zé Bonito; Bené e Mané Galinha. E assim por diante.

Sem ter fundido os personagens como fez Braulio Mantovani, Francis Ford Coppola superou o desafio de resumir para as telas a história dos Corleones descartando o que não fosse absolutamente imprescindível ao enredo e aglutinando situações ou histórias esparsas ou muito extensas no livro. E nenhuma sequência do longa-metragem representa isso tão bem quanto o assassinato dos chefes das outras famílias, durante o batizado do afilhado de Michael Corleone. Tendo sido detalhada cada uma das mortes em muitas páginas do livro, Coppola juntou-as em poucos minutos do filme, dando maior senso de unidade ao plano arquitetado por Michael. Com o famoso som do órgão ao fundo, ganhou-se ainda em dramaticidade.

Em Cidade de Deus, a mesma estratégia é empregada por Mantovani/Meirelles, por exemplo, para apresentar a boca dos Apês – que Zé Pequeno toma de Neguinho, num dos momentos mais marcantes do filme. Em menos de três minutos, consegue-se contar como a boca passou de dona Zélia para o Grande, deste para o gerente Sandro Cenoura e, finalmente, para Neguinho. Para explicar rapidamente a estrutura do tráfico, desde o embrulho das drogas até o papel dos vários “funcionários” do negócio, usou-se o mesmo recurso.

Outra semelhança entre os dois roteiros/filmes é a construção do próprio enredo, com tempo narrativo diferente do elaborado pelos romancistas. O livro Cidade de Deus é dividido em três partes: 1- A história de Inferninho; 2- A história de Pardalzinho; 3- A história de Zé Miúdo. Já o filme une essas três partes em uma só trama, com o uso frequente de flashbacks e, especialmente interessante, apresentando-se a mesma cena de dois, três pontos de vista. Aqui novamente, o exemplo mais significativo é o da tomada da boca do Neguinho, fato visto da perspectiva de Busca-Pé, de Neguinho e de Zé Pequeno.

Já o filme O poderoso chefão narra a história de modo linear, na ordem começo, meio e fim. Porém, também se diferencia da narrativa do livro em vários momentos. A famosa cena de abertura, por exemplo, consta bem à frente no romance. Uma maneira primorosa que Francis Ford Coppola encontrou de iniciar um filme sobre imigrantes italianos em busca do sonho americano: “Eu acredito na América”, diz Bonasera a Don Corleone, antes mesmo de a imagem aparecer. Na verdade, toda a cena do casamento serve de prólogo à saga dos Corleones, apresentando cada um dos personagens centrais. Outra decisão acertada do diretor/roteirista.

Narradores - Uma diferença marcante entre os dois filmes, no entanto, deve ser analisada: a presença de um narrador em Cidade de Deus, recurso dispensado em O poderoso chefão. É comum haver um narrado em off em filmes baseados em livros, geralmente com resultados pífios. Algo quase tão ruim como teatro filmado. Braulio Mantovani, contudo, dribla bem a situação dando peso ao narrador-personagem Busca-Pé, figura secundária no livro, mas que nas telas é o antagonista de Zé Pequeno, com quem o espectador não se identifica, o que o aproxima de Busca-Pé. Com isso, um elemento que possivelmente poria o projeto a perder se tornou um de seus aspectos mais expressivos. Não à toa, logo na abertura, o clique da máquina fotográfica do narrador-personagem “puxa” o título do filme à tela, indicando sob qual ponto de vista a história é contada.

Os dois projetos também se distanciam numa questão curiosa: em Cidade de Deus, o roteiro é assinado exclusivamente por Braulio Mantovani, apesar de muitas contribuições do diretor Fernando Meirelles e da codiretora Katia Lund, que chegou a pleitear na Justiça um crédito maior no filme e teria pedido para também assinar o roteiro, segundo Mantovani em entrevista recente. Já em O poderoso chefão, o roteiro é assinado por Francis Ford Coppola e por Mario Puzo, ainda que Coppola deixe escapar vez ou outra que a principal contribuição de Puzo foi como uma espécie de supervisor do texto, cortando uma ou outra palavra ou trocando-a por alguma mais própria ao vocabulário mafioso, por exemplo.

Isso, porém, não impediu o diretor de dar o primeiro crédito no filme justamente ao autor, com o título Mario Puzo’s The godfather. Em outros projetos, Coppola repetiria o gesto, como em Bram Stoker’s Dracula e John Grisham’s The rainmaker (O homem que fazia chover). Tamanho respeito pelos autores fez com que Coppola assinasse sua primeira história apenas em 2009, com o filme Tetro (Francis Ford Coppola’s Tetro, lê-se na abertura), mesmo que em O poderoso chefão – parte 2, por exemplo, tenha elaborado toda a trama de Michael Corleone (a ascensão do jovem Vito Corleone, interpretado por Robert De Niro, é baseada no romance) e em O poderoso chefão – parte 3 seja no mínimo coautor.

Na verdade, vendo os três filmes da família Corleone como um conjunto, emerge mais claramente a visão do próprio Coppola, mesmo que baseada no livro de Puzo e valendo-se de sua contribuição nos roteiros. Na parte 1, os Corleones são mafiosos com influência em Nova York, basicamente; na parte 2, com a expansão dos negócios aos cassinos o contato com setores mais altos de poder se estreita, chegando ao ápice na parte 3, com as negociatas multimilionárias com aquela que talvez seja a instituição mais poderosa do Ocidente no último milênio: a Igreja Católica. Sob essa perspectiva, o Coppola autor ganha nítida dimensão, ainda mais em suas declarações sobre como não pôde desenvolver como queria o último roteiro da trilogia, pressionado pelos executivos do estúdio a lançar o filme no fim de 1990, apesar de ter pedido ao menos mais seis meses para aprimorá-lo.

À parte a questão da parceria Coppola/Puzo, os 40 anos da estreia de O poderoso chefão suscitam uma análise sobre como o tempo depurou as duas obras: livro e filme. A leitura do romance de Mario Puzo hoje, obviamente, não pode ser feita descolada da adaptação ao cinema, mas a despeito disso é inegável se tratar de romance menor, talvez já esquecido não fosse a trilogia, mesmo tendo sido um best-seller no começo dos anos 1970. O filme, por sua vez, ganha admiradores a cada geração, permanecendo uma grande influência cultural – até mesmo pop – mundo afora.

Apesar de obras mais recentes, já é possível fazer também o comparativo entre o livro Cidade de Deus, com 15 anos de publicação, e o filme que inspirou, com 10 anos de estreia. Neste caso mais uma vez é impossível dissociar a leitura do romance da versão cinematográfica. E, igualmente deixando esse fato à parte, novamente as limitações do texto literário parecem claras, sobretudo pela fragmentação narrativa, com alguns recortes de histórias reais mal costurados, excessivamente tangentes à trama principal. Como Mario Puzo, porém, Paulo Lins terá sempre o crédito de ter descortinado aos leitores uma realidade que de outra forma permaneceria alheia aos que não a vivenciaram. E isso Fernando Meirelles e Francis Ford Coppola traduziram com maestria para as telas. 


Fonte:
Portal Uai - Associados
Publicação: 08/09/2012 19:52
 

* "Passagens" conta história da literatura judaico-alemã nos séculos 19 e 20

Em seu livro "Passagens: literatura judaico-alemã entre gueto e metrópole", o escritor Luis S. Krausz abora a importância da língua alemã para o desenvolvimento da literatura judaica moderna.
O encontro da modernidade com um sistema de crença estabelecido durante a Idade Média é o tema central de Passagens: literatura judaico-alemã entre gueto e metrópole, de Luis S. Krausz. Analisando uma série de romances do século 19 e 20, de autores como Arthur Schnitzler, Aaron Bernstein e Heinrich Heine, o livro aborda como eles influenciaram o pensamento moderno entre os judeus na Europa Oriental.
Tradição e crença se chocaram com novas ideias, com transformações políticas e econômicas. Esse choque entre o tradicional e o novo ocorreu quase simultaneamente com o fato de grande parte dos judeus se tornar cidadãos de Estados nacionais, cuja base não era a religião e sim os conceitos iluministas de direitos humanos. Essa revisão de parâmetros trouxe reflexões não somente sobre aquele grupo, mas também sobre as sociedades em que viviam.

O resultado é uma literatura onde há uma duplicidade de olhar desse mundo em transição e os autores de língua alemã foram os primeiros expoentes dessa nova literatura. Dessa duplicidade nasceram o conflito, a reflexão e a idealização que confrontaram a modernidade com a nostalgia, o fantástico e a superstição.
O conflito é a base dos romance abordados em Passagens. Autores como Elias Canetti, Alfred Döblin e Joseph Roth tentaram mapear as representações do tradicionalismo no imaginário moderno e as transformações do tempo. Em conversa com a DW Brasil, o escritor Luis S. Krausz falou da importância da língua alemã para essas mudanças. 

DW Brasil: Como foi o processo de escrever Passagens: literatura judaico-alemã entre gueto e metrópole?

Luis S. Krausz: Este trabalho foi uma decorrência de um livro anterior sobre Joseph Roth, que discute em sua obra dois temas complementares: de um lado, a sólida monarquia dos Habsburgos, que representa valores verticais e transcendentes; de outro, o universo declinante das aldeias judaicas da Europa Oriental, destruídas pelo avanço da sociedade moderna e pelos massacres perpetrados a partir do fim do século 19. Ele olha em retrospecto para estes dois mundos, que foram destruídos com a Primeira Guerra Mundial.

Depois de estudar a obra de Roth, quis entender melhor as relações entre o universo da tradição judaica, de raiz medieval, e a cultura alemã do século 19. A Prússia e o Império Austro-Húngaro dominaram, durante todo o século 19, uma porção significativa da Europa Oriental. Nestas regiões havia uma população judaica numerosa que foi se integrando, gradativamente, à cultura alemã.
O Imperador José 2° da Áustria antecipou-se até mesmo à Revolução Francesa, ao promulgar, já em 1782, o chamado “Édito de Tolerância”, que tornava os judeus cidadãos de seu império. A cultura alemã tornou-se sinônimo de integração à modernidade, e símbolo de uma nova posição social para um grupo antes mantido às margens da sociedade.

Qual foi o critério para escolher os romances abordados em seu livro?

A literatura judaica em língua alemã é extremamente prolífica. Abordei uma pequena parcela e as escolhas que fiz foi resultado de indicações, do meu gosto pessoal – e também do acaso. Descobri, por exemplo, na biblioteca da casa de meus avós, um raríssimo exemplar de um livro intitulado Ein Jude, do escritor dinamarquês Aron Goldschmidt, de quem nunca tinha visto nenhuma referência.
Goldschmidt viveu no início do século 19 e foi um autor muito popular em seu tempo, e esse romance, no qual ele retrata a trajetória de uma família judaica do norte da Alemanha que parte de um vilarejo para integrar-se à vida moderna em Copenhague, aborda de forma direta e exaustiva o tema da minha pesquisa, ou seja, os conflitos e as perplexidades decorrentes do confronto entre o universo fechado da tradição judaica e as promessas grandiloquentes da modernidade oitocentista. 

A língua alemã funcionou como ponte entre a Europa Ocidental e Oriental? 

Entre o fim do século 18 e o século 19, uma população judaica numerosa foi incorporada à Prússia, ao Império Austro-Húngaro e à Polônia. Neste contexto, a língua alemã funcionava como um passaporte para a modernidade, um atalho que levava da Idade Média diretamente ao século 19.

Qual foi o critério para escolher os romances abordados em seu livro?

A literatura judaica em língua alemã é extremamente prolífica. Abordei uma pequena parcela e as escolhas que fiz foi resultado de indicações, do meu gosto pessoal – e também do acaso. Descobri, por exemplo, na biblioteca da casa de meus avós, um raríssimo exemplar de um livro intitulado Ein Jude, do escritor dinamarquês Aron Goldschmidt, de quem nunca tinha visto nenhuma referência.
Goldschmidt viveu no início do século 19 e foi um autor muito popular em seu tempo, e esse romance, no qual ele retrata a trajetória de uma família judaica do norte da Alemanha que parte de um vilarejo para integrar-se à vida moderna em Copenhague, aborda de forma direta e exaustiva o tema da minha pesquisa, ou seja, os conflitos e as perplexidades decorrentes do confronto entre o universo fechado da tradição judaica e as promessas grandiloquentes da modernidade oitocentista. 

A língua alemã funcionou como ponte entre a Europa Ocidental e Oriental? 

Entre o fim do século 18 e o século 19, uma população judaica numerosa foi incorporada à Prússia, ao Império Austro-Húngaro e à Polônia. Neste contexto, a língua alemã funcionava como um passaporte para a modernidade, um atalho que levava da Idade Média diretamente ao século 19.

Ao mesmo tempo em muitas cidades alemãs ocidentais, como em Frankfurt, por exemplo, os judeus já viviam há séculos, mas em bairros separados, chamados de guetos. Com a chegada das tropas de Napoleão Bonaparte, arrancaram-se as grades e os muros que mantinham os judeus separados dos cristãos. E também é preciso lembrar que o iídiche, falado pelos judeus na Europa Oriental, é baseado no alemão medieval, que os antepassados levaram quando foram expulsos da Alemanha para a Polônia, na Idade Média.

A filosofia também teve um papel importante nessas mudanças? 

Acredito que a literatura tenha funcionado, para uma população que se encontrava em meio a um processo de transformação radical de suas condições de vida, como um espaço de representação e de discussão das grandes questões decorrentes da mudança dos guetos e dos vilarejos para as metrópoles. A grande criatividade literária que se observa no mundo judaico de língua alemã do século 19 e do início do século 20 decorre das múltiplas perplexidades geradas por esta passagem.
Ao mesmo tempo, os leitores buscavam, em contos, novelas e romances, representações literárias de sua situação paradoxal – e talvez também respostas para questões que os atormentavam. Assim, creio que a literatura tenha sido mais importante do que a filosofia neste sentido, pois a filosofia necessariamente dirige-se a uma minoria de eruditos, enquanto a literatura tem um espectro de leitores bem mais amplo – e consequentemente exerce uma influência social maior e mais imediata.

A popularização do livro está diretamente atrelada a esse processo?

Sem dúvida, o livro foi o instrumento por excelência para a divulgação de um ideário moderno baseado nos princípios iluministas entre os judeus da Europa Oriental, que viviam sob o signo de crenças religiosas cristalizadas durante a Idade Média. 

Como é hoje a relação entre a cultura judaica e da língua alemã?

Hoje, na Alemanha, vive uma comunidade judaica bastante numerosa. Porém, sua origem é, na grande maioria dos casos, a antiga União Soviética. Este grupo tem uma história e uma cultura que são totalmente diferentes dos judeus alemães e austríacos de antes do Holocausto, que viviam uma espécie de simbiose cultural judaico-alemã. 

Autor: Marco Sanchez
Revisão: Carlos Albuquerque


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* Literatura: auto-ajuda e psicololgia aplicada

(Alain Botton, o Filósofo Pop)

Nas décadas de 70 e 80 os livros de auto-ajuda inundaram o Brasil e o mundo, com receitas mirabolantes de enriquecimento fácil, busca da felicidade, conquista de amor impossível e tantos outros assuntos inerentes ao comportamento humano.
Quem não se lembra do médico Lair Ribeiro, que lotava ginásio, teatros e centro de convenções com suas palestras motivacionais?
Do ex-produtor de TV Neimar de Barros, que se dizia um ateu convertido ao cristianismo e que passou ser um arauto da fé?
Publicou várias livros sobre religião, deu palestras em mais de 4.000 cidades e chegou a ser capa da Revista Família Cristã, a maior publicação católica do Brasil.
Nemar, em 1986, concedeu uma entrevista à revista Veja e contou que a sua conversão teria sido uma tremenda farsa.
Por conta de episódios como este e considerando que ninguém enriquecia com a facilidade apregoada e que a felicidade nem sempre chegava na hora esperada, esse tipo de literatura entrou em colapso, chegando a ensejar que críticos literários classificassem como medíocres os leitores desse tipo de publicação.
O best-seller brasileiro Augusto Cury, aborrecido, apressa-se em afirmar que as suas obras não são de auto ajuda e sim de “psicologia aplicada”. Mera questão de semântica.
Eis que de repente surge o salvador desse segmento literário, dantes tão festejado.
Trata-se do jovem filósofo suíço Alain de Botton, 43, que se apresenta como um fenômeno da filosofia contemporânea, com inúmeros livros publicados. Fenômeno de vendas e crítica.
Botton não se envergonha em afirmar que os seus textos são de auto-ajuda, sim, baseados na sabedoria dos antigo filósofos, detentores de profundos conhecimentos das relações humanas.
O seu projeto mais ousado consiste no lançamento da coleção The School of Life (A Escola da Vida) a ser publicada brevemente no Brasil, título de uma escola que fundou na cidade de Londres, em 2008, hoje referência mundial de eventos comportamentais.
Para Botton o que houve de negativo foi uma enxurrada de maus autores do ramo, especialmente os americanos e o surgimento de um contingente de palestrantes chalatõees, pondo em xeque a credibilidade da literatura em foco.

(Texto publicado no Boletim Institucional da Academia Piauiense de Mestres Maçons nº 4, de 05.09.12).